1 + 3 | 12 Livros para 2020

O Fabricante de Bonecas de Cracóvia | "Por magia, uma boneca chamada Karolina adquire vida numa loja de brinquedos e torna -se amiga do amável e discreto fabricante de bonecas, que é também o proprietário da loja. Quando a ocupação nazi se abate sobre a cidade, Karolina e o Fabricante de Bonecas têm de recorrer à magia para salvar, custe o que custar, os seus amigos judeus dos perigos iminentes que pairam sobre eles."

Vozes de Chernobyl | "A 26 de abril de 1986, Chernobyl foi palco do pior desastre nuclear de sempre. As autoridades soviéticas esconderam a gravidade dos factos da população e da comunidade internacional, e tentaram controlar os danos enviando milhares de homens mal equipados e impreparados para o vórtice radioativo em que se transformara a região. O acidente acabou por contaminar quase três quartos da Europa. Numa prosa pungente e desarmante, Svetlana Alexievich dá voz a centenas de pessoas que viveram a tragédia: desde cidadãos comuns, bombeiros e médicos, que sentiram na pele as violentas consequências do desastre, até as forças do regime soviético que tentaram esconder o ocorrido."

Imortal | "Um cientista chinês anuncia de surpresa o nascimento de dois bebés geneticamente modificados. Logo a seguir é raptado. A imprensa internacional interroga-se, os serviços secretos mexem-se. Tomás Noronha é interpelado em Lisboa por um desconhecido. Pertence à agência americana de tecnologia, DARPA, e revela-lhe um projeto secreto inspirado no Homem Vitruviano, de Leonardo da Vinci. De repente, o apartamento onde ambos se encontram explode e o metro para onde fogem sofre uma colisão mortífera. O mundo parece enlouquecer e Tomás torna-se testemunha do maior acontecimento da história da humanidade. Transcendência. A nova aventura do grande herói das modernas letras portuguesas mostra-nos o momento em que a máquina supera o homem. A Singularidade. Estará a humanidade à beira do fim? Ou perante um novo início?"

As Gémeas de Auschwitz | "As portas do vagão abriram-se pela primeira vez em muitos dias e a luz do dia brilhou sobre nós. Agarrei bem a mão da minha irmã gémea quando nos empurraram para a plataforma. Estávamos na Polónia, mas os Alemães tinham invadido a Polónia. Era na Polónia alemã que se situavam todos os campos de extermínio. Os cães rosnavam e ladravam. As pessoas do vagão começaram a chorar, a berrar, a gritar todas ao mesmo tempo; todos procuravam os seus familiares à medida que eram afastados uns dos outros. Separavam homens de mulheres, filhos de pais. Um guarda que ia a passar a correr parou bruscamente à nossa frente. Olhou para Miriam e para mim nas nossas roupas a condizer: «Gémeas! Gémeas!», exclamou. Sem dizer uma palavra, agarrou em nós e separou-nos da nossa mãe. Miriam e eu gritámos e chorámos, suplicámos, as nossas vozes perdidas entre o caos, o barulho e o desespero, tentando chegar à nossa mãe, que, por sua vez, tentava seguir-nos, de braços estendidos, com outro guarda a retê-la. Miriam e eu tínhamos sido escolhidas. De repente, estávamos sozinhas. Tínhamos apenas dez anos. E nunca mais voltámos a ver nem o nosso pai nem a nossa mãe."

Regresso à Pequena Ilha | "Em 1995, Bill Bryson fez uma viagem por Inglaterra com o intuito de explorar a paisagem verdejante e agradável. Crónicas de Uma Pequena Ilha foi o resultado dessa viagem, um dos retratos mais precisos e hilariantes do Reino Unido alguma vez escritos. Duas décadas mais tarde, Bryson (que agora tem nacionalidade britânica) parte de novo para redescobrir o seu país adotivo. Ao longo destas páginas atravessa o território em linha reta e, pelo caminho, mostra-nos todos os pubs, vilas de pedra e fraquezas humanas."

A Bailarina de Auschwitz | "Em A Bailarina de Auschwitz, Edith Eger partilha a sua experiência do Holocausto e as histórias extraordinárias das pessoas que ajudou desde essa altura. Atualmente, ela é uma psicóloga reconhecida internacionalmente e os seus pacientes incluem mulheres vítimas de abusos e soldados com síndrome de stresse pós-traumático. Edith Eger explica como a mente de muitos de nós se tornou numa prisão e mostra como a liberdade é possível quando nos confrontamos com o nosso sofrimento. A Bailarina de Auschwitz é um livro transformador, um exame profundo do espírito humano e da nossa capacidade de cura."

Sapiens - História Breve da Humanidade | "Recorrendo a ideias da paleontologia, antropologia e sociologia, Yuval Noah Harari analisa os principais saltos evolutivos da humanidade, desde as espécies humanas que coexistiam na Idade da Pedra até às revoluções tecnológicas e políticas do século XXI — que nos transformaram em deuses, capazes de criar e de destruir."

Beautiful Boy | "Estas foram perguntas dolorosas que martirizaram David Sheff durante o longo período de dependência de drogas do seu filho Nic e de várias tentativas de recuperação. Antes de se tornar toxicodependente, Nic Sheff era um rapaz encantador, alegre e divertido, um aluno excelente, praticante de desporto e adorado pelos dois irmãos mais novos. A toxicodepência fez dele um débil fantasma de si mesmo, que mentia, roubava e vivia na rua. Neste livro, David Sheff descreve os primeiros sinais de aviso - a negação, os telefonemas de madrugada - É o Nic?É da polícia?É do hospital? -, e como a sua preocupação com Nic se tornou obsessiva, um vício em si mesmo e um peso tremendo para toda a família."

Antes de Eu Partir | "Aos 36 anos, ao terminar uma década de formação como neurocirurgião, Paul Kalanithi foi diagnosticado com um cancro inoperável no pulmão. Num dia era um médico que dava esperança aos que lutavam pela vida, no seguinte passou a ser um paciente que tentava sobreviver. Antes de Eu Partir conta-nos a transformação de Kalanithi, que passou de estudante de Medicina em busca do sentido da vida a neurocirurgião respeitado pelos seus pares. Até que, numa estranha ironia de vida, se viu no papel de paciente e pai de um recém-nascido. Ao enfrentar a sua própria mortalidade, não pôde deixar de se interrogar: o que nos faz querer viver? O que fazemos quando a vida é interrompida de forma tão abrupta? O que significa ser pai quando a nossa própria vida está a fugir? Paul Kalanithi faleceu enquanto escrevia este livro profundamente comovente, contudo, o seu amor pela literatura e medicina levou-o a partilhar as suas maiores inseguranças e receios. Partiu demasiado cedo, mas não sem antes nos deixar este testemunho lírico e extraordinário sobre a condição humana."

O Sonho de uma Outra Vida | "Annawadi é um bairro de lata clandestino à sombra de hotéis de luxo perto do aeroporto de Bombaim. Quando a Índia começa a prosperar, os seus habitantes enchem-se de esperança. Abdul, vê «uma fortuna» no lixo que as pessoas mais ricas deitam fora. Asha, uma mulher inteligente e marcada por uma infância de pobreza, identificou o caminho para a classe média: a corrupção política. Com alguma sorte, a sua filha tornar-se-á a primeira rapariga com um curso superior no bairro. E até os mais pobres acreditam que estão a aproximar-se das boas vidas e dos bons tempos."

O Rouxinol | "Na tranquila vila de Carriveau, Vianne despede-se do marido, Antoine, que parte para a frente da batalha. Ela não acredita que os nazis vão invadir a França… mas é isso mesmo que fazem, em batalhões de soldados em marcha, em caravanas de camiões e tanques, em aviões que enchem os céus e largam as suas bombas por cima dos inocentes. Quando um capitão alemão reclama a casa de Vianne, ela e a filha passam a ter de viver com o inimigo, sob risco de virem a perder tudo o que têm. Sem comida, dinheiro ou esperança, e à medida que a escalada de perigo as cerca cada vez mais, é obrigada a tomar decisões impossíveis, uma atrás da outra, de forma a manter a família viva. Isabelle, a irmã de Vianne, é uma rebelde de dezoito anos, que procura um objetivo de vida com toda a paixão e ousadia da juventude. Enquanto milhares de parisienses marcham para os horrores desconhecidos da guerra, ela conhece Gäetan, um partisan convicto de que a França é capaz de derrotar os nazis a partir do interior. Isabelle apaixona-se como só acontece aos jovens… perdidamente. Mas quando ele a trai, ela junta-se à Resistência e nunca olha para trás, arriscando vezes sem conta a própria vida para salvar a dos outros."

O Imperador de Todos os Males | "Em O Imperador de Todos os Males, Siddhartha Mukherjee, médico, investigador e autor premiado de obras de caráter científico, examina o cancro com a precisão de um biólogo dedicado ao estudo das células, com a perspetiva de um historiador e com a paixão de um biógrafo. O resultado é uma crónica espantosamente lúcida e eloquente de uma doença com que os seres humanos têm convivido - e de que têm morrido - desde há mais de cinco mil anos. A história do cancro é a história não só da perseverança, da resistência e do engenho, mas também do atrevimento, da arrogância e dos equívocos humanos, tudo isto alavancado contra uma doença que, há apenas três décadas, se julgava poder vencer facilmente, numa «guerra total contra o cancro»."

Quais são os livros que estão na vossa wishlist para 2020?
Publicação inserida no Desafio 1 + 3. Esta publicação contém links de afiliados. 


Cinema | Rei Leão


O "Rei Leão", na versão animada, foi um filme muito importante para mim na infância e, acredito que para muita gente também. Ensinou a mais do que uma geração sobre a família, a bondade e a maldade, sobre o mundo. Quem não chorou e não sentiu a dor da perda quando o Mufasa morreu sob os planos do seu irmão Scar?

Confesso que comecei a ver o filme com algum receio e com as expetativas um pouco baixas, afinal era uma recriação do icónico "O Rei Leão" de 1994. Imediatamente fiquei rendida com toda a tecnologia utilizada. Seria de esperar que o filme não fosse exatamente igual ao primeiro, mas consegui encontrar toda a essência da versão de 1994, apesar de concordar com algumas das criticas que li: a ausência de algumas falas que considerava importantes, várias personagens mais escondidas, como por exemplo o Zazu, e o facto de ser uma live-action dá uma certa frieza ao filme na demonstração dos sentimentos das personagens, sendo estas, nesta versão, mais subtis.

Apesar de tudo, não desilude os fãs. O Hakuna Matata continua a roubar sorrisos e é cantado por todos e o Simba e a Nala continuam a ser os leõezinhos mais fofos de todos os filmes de animação.

2020 | 5 objetivos para o novo ano

Ler pelo menos 24 livros | Em 2019 li 21 livros. Comecei com força, lia 2 ou 3 por mês, mas lá para o meio do ano deixei de o fazer e no final voltei a dar-lhe. Ler sempre foi um hábito para mim, desde que aprendi a ler. Era normal ter 1 ou 2 livros na mesa de cabeceira para ler uns capítulos antes de dormir e também o levava sempre comigo em viagens ou para a escola, quando sabia que haveriam tempos mortos. 2 livros por mês parece-me um objetivo relativamente fácil de alcançar. Podem ler algumas das minhas reviews aqui.

Poupar e aumentar a reserva de emergência | No último ano comecei a interessar-me mais e a explorar os temas da Liberdade e Independência Financeira. Portanto, como sempre tive o hábito de poupar para poder usar o dinheiro em algo que faça falta ou que me faça realmente feliz, também  sei que preciso de aumentar a minha reserva de emergência. E o que é isto? É poupar, juntar dinheiro, de modo a obter 6 a 12 vezes a quantia que necessito mensalmente para o caso de existir alguma situação inesperada, como o desemprego.

Criar um PPR | Ainda no tema das finanças, quando tiver a reserva de emergência a que me propus completa, pretendo criar um PPR. O Plano Poupança Reforma é algo que hoje em dia se fala bastante, porque mesmo que paguemos os nossos impostos a tempo e horas a vida toda, o Estado não garante a nossa reforma. Portanto, é outra forma de poupar, a pensar no futuro, no entanto, não temos acesso fácil a esse dinheiro antes do momento do resgate, sendo um investimento a longo prazo.

Terminar dois cursos | Genética e Imunologia. Foram as duas áreas em que decidi apostar para os cursos que começam já na próxima semana. Inscrita já estou, agora vamos ver como corre.

Viajar! | Este vai ser o objetivo de uma vida. Adoro sair à descoberta, dentro ou fora de Portugal.

Já têm os vossos objetivos para 2020 definidos?

2019 | Palavra-Chave: Dedicação

2019 começou ao lado de uma das pessoas mais importantes da minha vida nos últimos anos, o meu namorado. E, com ele, atravessei marés para chegar onde chegámos. 2019 foi o ano em que mais senti a evolução da nossa relação, mudámo-nos para uma casa só nossa (já vivíamos juntos mas este foi um passo realmente sentido por nós), comprámos as primeiras coisas a dois, neste caso mobília e eletrodomésticos.

Foi um ano de viagens incríveis - Varsóvia, Cracóvia, Auschwitz, Dubrovnik, Plitvice Lakes e Zagreb - com pessoas incríveis. A visita aos Campos de Concentração contribuiu em muito para o meu amadurecimento, a tolerância é sem dúvida algo em que o mundo atual deveria apostar. 

Em 2019 apostei mais na minha formação, em várias áreas mas, curiosamente, foi o primeiro curso que fiz aquele que mais gostei. O estudo das doenças hematológicas é algo que me fascina tanto pela sua complexidade como pelo facto de que ainda há tanto campo para explorar, para descobrir.

Li muitos livros, fui muitas vezes ao cinema e ao teatro. Vi vários espetáculos de stand-up comedy. Passeei muito, tanto pelo Alentejo, como pelo Algarve e Lisboa. Terminei o ano na Covilhã, com vista para a deslumbrante, ainda que sem neve, Serra da Estrela.

2019 foi um bom ano, não há como o negar, mas também sei que fiz para que assim o fosse. Foi um ano em que deixei que coisas boas acontecessem mas também lutei por elas. Fui feliz. Espero que 2020 seja um ano tão bom ou melhor do que o passado, que tenha motivação para lutar pela vida que eu quero, pelos meus sonhos, pela minha felicidade e pelos objetivos que já tenho traçados.

A vocês, desejo-vos um excelente ano!


Primeiro, espero que tenham tido um excelente Natal, rodeados pelas pessoas que mais gostam e que vos querem bem. Espero que tenham tido um dia cheio de amor, de docinhos e que o Pai Natal tenha sido generoso convosco.

Este ano optei por vos deixar este agradecimento por continuarem desse lado depois do Natal. Aliás, atrevo-me a dizer que tanto a véspera de Natal como o próprio dia foram tão especiais que não me permiti vir antes, para que pudesse aproveitar todas as brincadeiras, sorrisos e filmes de Natal.

Por norma, e é assim desde que me lembro, a noite de Natal não é passada em minha casa, sempre na casa de uma tia. Não o era quando vivia com os meus pais, e agora que vivo sozinha continua a sê-lo, portanto, não é hábito passar a tarde toda na cozinha a preparar tudo o que vai para a mesa. Já o dia 25 é passado com o meu pai, irmão e namorado.

O dia 24 passou indesejavelmente rápido. Começou com uma última ida às compras, porque fica sempre um presente de última hora por comprar, mas também comprar o necessário para a tarde que tinha em mente: fazer bolachinhas decoradas e devorar os filmes que davam na televisão, entre eles o Sozinho em Casa, porque Natal não é Natal sem esta tradição cinematográfica.

O Natal nunca mais vais ser como era quando eu era pequena e dos quais ainda guardo muitas recordações. Por existirem sempre crianças, temos sempre aquela alegria, correrias pela casa e aosolhos postos no relógio à espera da meia noite para poderem abrir os presentes. Mas, apesar de nos mantermos quase sempre os mesmos, já começam a sobrar lugares na mesa. E o Natal também é isto, é recordar quem já não se senta connosco à mesa, mesmo que permaneçam presentes na nossa memória e (mais importante) no nosso coração, é preocuparmo-nos com quem está à nossa volta, é celebrar a família imperfeita que temos e ainda assim a melhor que nos podiam dar. O Natal é acolher, é abraçar, é dar, é sentimo-nos de coração quente.

Espero, sinceramente, que o vosso tenha sido tão bom como o meu e obrigada por continuarem desse lado!