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1 + 3 | 12 Livros para 2020

O Fabricante de Bonecas de Cracóvia | "Por magia, uma boneca chamada Karolina adquire vida numa loja de brinquedos e torna -se amiga do amável e discreto fabricante de bonecas, que é também o proprietário da loja. Quando a ocupação nazi se abate sobre a cidade, Karolina e o Fabricante de Bonecas têm de recorrer à magia para salvar, custe o que custar, os seus amigos judeus dos perigos iminentes que pairam sobre eles."

Vozes de Chernobyl | "A 26 de abril de 1986, Chernobyl foi palco do pior desastre nuclear de sempre. As autoridades soviéticas esconderam a gravidade dos factos da população e da comunidade internacional, e tentaram controlar os danos enviando milhares de homens mal equipados e impreparados para o vórtice radioativo em que se transformara a região. O acidente acabou por contaminar quase três quartos da Europa. Numa prosa pungente e desarmante, Svetlana Alexievich dá voz a centenas de pessoas que viveram a tragédia: desde cidadãos comuns, bombeiros e médicos, que sentiram na pele as violentas consequências do desastre, até as forças do regime soviético que tentaram esconder o ocorrido."

Imortal | "Um cientista chinês anuncia de surpresa o nascimento de dois bebés geneticamente modificados. Logo a seguir é raptado. A imprensa internacional interroga-se, os serviços secretos mexem-se. Tomás Noronha é interpelado em Lisboa por um desconhecido. Pertence à agência americana de tecnologia, DARPA, e revela-lhe um projeto secreto inspirado no Homem Vitruviano, de Leonardo da Vinci. De repente, o apartamento onde ambos se encontram explode e o metro para onde fogem sofre uma colisão mortífera. O mundo parece enlouquecer e Tomás torna-se testemunha do maior acontecimento da história da humanidade. Transcendência. A nova aventura do grande herói das modernas letras portuguesas mostra-nos o momento em que a máquina supera o homem. A Singularidade. Estará a humanidade à beira do fim? Ou perante um novo início?"

As Gémeas de Auschwitz | "As portas do vagão abriram-se pela primeira vez em muitos dias e a luz do dia brilhou sobre nós. Agarrei bem a mão da minha irmã gémea quando nos empurraram para a plataforma. Estávamos na Polónia, mas os Alemães tinham invadido a Polónia. Era na Polónia alemã que se situavam todos os campos de extermínio. Os cães rosnavam e ladravam. As pessoas do vagão começaram a chorar, a berrar, a gritar todas ao mesmo tempo; todos procuravam os seus familiares à medida que eram afastados uns dos outros. Separavam homens de mulheres, filhos de pais. Um guarda que ia a passar a correr parou bruscamente à nossa frente. Olhou para Miriam e para mim nas nossas roupas a condizer: «Gémeas! Gémeas!», exclamou. Sem dizer uma palavra, agarrou em nós e separou-nos da nossa mãe. Miriam e eu gritámos e chorámos, suplicámos, as nossas vozes perdidas entre o caos, o barulho e o desespero, tentando chegar à nossa mãe, que, por sua vez, tentava seguir-nos, de braços estendidos, com outro guarda a retê-la. Miriam e eu tínhamos sido escolhidas. De repente, estávamos sozinhas. Tínhamos apenas dez anos. E nunca mais voltámos a ver nem o nosso pai nem a nossa mãe."

Regresso à Pequena Ilha | "Em 1995, Bill Bryson fez uma viagem por Inglaterra com o intuito de explorar a paisagem verdejante e agradável. Crónicas de Uma Pequena Ilha foi o resultado dessa viagem, um dos retratos mais precisos e hilariantes do Reino Unido alguma vez escritos. Duas décadas mais tarde, Bryson (que agora tem nacionalidade britânica) parte de novo para redescobrir o seu país adotivo. Ao longo destas páginas atravessa o território em linha reta e, pelo caminho, mostra-nos todos os pubs, vilas de pedra e fraquezas humanas."

A Bailarina de Auschwitz | "Em A Bailarina de Auschwitz, Edith Eger partilha a sua experiência do Holocausto e as histórias extraordinárias das pessoas que ajudou desde essa altura. Atualmente, ela é uma psicóloga reconhecida internacionalmente e os seus pacientes incluem mulheres vítimas de abusos e soldados com síndrome de stresse pós-traumático. Edith Eger explica como a mente de muitos de nós se tornou numa prisão e mostra como a liberdade é possível quando nos confrontamos com o nosso sofrimento. A Bailarina de Auschwitz é um livro transformador, um exame profundo do espírito humano e da nossa capacidade de cura."

Sapiens - História Breve da Humanidade | "Recorrendo a ideias da paleontologia, antropologia e sociologia, Yuval Noah Harari analisa os principais saltos evolutivos da humanidade, desde as espécies humanas que coexistiam na Idade da Pedra até às revoluções tecnológicas e políticas do século XXI — que nos transformaram em deuses, capazes de criar e de destruir."

Beautiful Boy | "Estas foram perguntas dolorosas que martirizaram David Sheff durante o longo período de dependência de drogas do seu filho Nic e de várias tentativas de recuperação. Antes de se tornar toxicodependente, Nic Sheff era um rapaz encantador, alegre e divertido, um aluno excelente, praticante de desporto e adorado pelos dois irmãos mais novos. A toxicodepência fez dele um débil fantasma de si mesmo, que mentia, roubava e vivia na rua. Neste livro, David Sheff descreve os primeiros sinais de aviso - a negação, os telefonemas de madrugada - É o Nic?, É da polícia?, É do hospital? -, e como a sua preocupação com Nic se tornou obsessiva, um vício em si mesmo e um peso tremendo para toda a família."

Antes de Eu Partir | "Aos 36 anos, ao terminar uma década de formação como neurocirurgião, Paul Kalanithi foi diagnosticado com um cancro inoperável no pulmão. Num dia era um médico que dava esperança aos que lutavam pela vida, no seguinte passou a ser um paciente que tentava sobreviver. Antes de Eu Partir conta-nos a transformação de Kalanithi, que passou de estudante de Medicina em busca do sentido da vida a neurocirurgião respeitado pelos seus pares. Até que, numa estranha ironia de vida, se viu no papel de paciente e pai de um recém-nascido. Ao enfrentar a sua própria mortalidade, não pôde deixar de se interrogar: o que nos faz querer viver? O que fazemos quando a vida é interrompida de forma tão abrupta? O que significa ser pai quando a nossa própria vida está a fugir? Paul Kalanithi faleceu enquanto escrevia este livro profundamente comovente, contudo, o seu amor pela literatura e medicina levou-o a partilhar as suas maiores inseguranças e receios. Partiu demasiado cedo, mas não sem antes nos deixar este testemunho lírico e extraordinário sobre a condição humana."

O Sonho de uma Outra Vida | "Annawadi é um bairro de lata clandestino à sombra de hotéis de luxo perto do aeroporto de Bombaim. Quando a Índia começa a prosperar, os seus habitantes enchem-se de esperança. Abdul, vê «uma fortuna» no lixo que as pessoas mais ricas deitam fora. Asha, uma mulher inteligente e marcada por uma infância de pobreza, identificou o caminho para a classe média: a corrupção política. Com alguma sorte, a sua filha tornar-se-á a primeira rapariga com um curso superior no bairro. E até os mais pobres acreditam que estão a aproximar-se das boas vidas e dos bons tempos."

O Rouxinol | "Na tranquila vila de Carriveau, Vianne despede-se do marido, Antoine, que parte para a frente da batalha. Ela não acredita que os nazis vão invadir a França… mas é isso mesmo que fazem, em batalhões de soldados em marcha, em caravanas de camiões e tanques, em aviões que enchem os céus e largam as suas bombas por cima dos inocentes. Quando um capitão alemão reclama a casa de Vianne, ela e a filha passam a ter de viver com o inimigo, sob risco de virem a perder tudo o que têm. Sem comida, dinheiro ou esperança, e à medida que a escalada de perigo as cerca cada vez mais, é obrigada a tomar decisões impossíveis, uma atrás da outra, de forma a manter a família viva. Isabelle, a irmã de Vianne, é uma rebelde de dezoito anos, que procura um objetivo de vida com toda a paixão e ousadia da juventude. Enquanto milhares de parisienses marcham para os horrores desconhecidos da guerra, ela conhece Gäetan, um partisan convicto de que a França é capaz de derrotar os nazis a partir do interior. Isabelle apaixona-se como só acontece aos jovens… perdidamente. Mas quando ele a trai, ela junta-se à Resistência e nunca olha para trás, arriscando vezes sem conta a própria vida para salvar a dos outros."

O Imperador de Todos os Males | "Em O Imperador de Todos os Males, Siddhartha Mukherjee, médico, investigador e autor premiado de obras de caráter científico, examina o cancro com a precisão de um biólogo dedicado ao estudo das células, com a perspetiva de um historiador e com a paixão de um biógrafo. O resultado é uma crónica espantosamente lúcida e eloquente de uma doença com que os seres humanos têm convivido - e de que têm morrido - desde há mais de cinco mil anos. A história do cancro é a história não só da perseverança, da resistência e do engenho, mas também do atrevimento, da arrogância e dos equívocos humanos, tudo isto alavancado contra uma doença que, há apenas três décadas, se julgava poder vencer facilmente, numa «guerra total contra o cancro»."

Quais são os livros que estão na vossa wishlist para 2020?
Publicação inserida no Desafio 1 + 3. Esta publicação contém links de afiliados. 


1 + 3 | Gestos que fazem a diferença

Conversar. Amar. Dizer abertamente aos outros o quanto significam para nós. Elogiar. Abraçar. Ajudar um amigo, um familiar ou um colega. Sorrir. Rir até doer a barriga. Brincar. Fazer voluntariado. Apoiar instituições de solidariedade. Oferecer presentes só porque sim. Agradecer. Pedir desculpa. Dizer bom dia, por favor e obrigada. Perdoar.

Poupar. Evitar o desperdício alimentar reutilizando as sobras. Dar uma refeição a quem precisa. Preparar a marmita com o almoço. Não utilizar sacos de plástico no supermercados e reutilizar os que temos em casa. Ser consciente em relação ao ambiente. Reciclar. Reutilizar. Partilhar viagens ou utilizar transportes públicos. Andar a pé ou de bicicleta. Doar livros, brinquedos e roupa que já não usamos. Dar preferência a garrafas reutilizáveis de vidro ou metal. Não comprar em excesso. Comprar melhor.

Ler. Apostar na educação. Apoiar e divulgar negócios locais. Mantermo-nos informados. Pedir ajuda e ajudar. Dizer não. Denunciar a violência e o assédio. Reconhecer os nossos erros. Respeitar os outros, as suas opções, preferências, estilo de vida e religião. Fazer companhia e conversar com idosos. Adotar, não comprar, um animal de estimação. Ser justo. Ter cuidado com a alimentação. Praticar desporto. Estar atento à própria saúde. 


1 + 3 | Jéssica de A a Z

Amor | Hoje sou uma pessoa de afetos. O amor é o sentimento mais bonito que existe e, dar esse amor aos outros, é o presente mais distinto e sincero que se pode dar. É muito importante que as pessoas mais importantes para mim, as pessoas que mais gosto, saibam que as amo verdadeiramente.

Blogue | Este blogue é o meu projeto pessoal mais duradouro e pelo qual tenho um carinho enorme. Começou com um objetivo definido mas com o passar dos anos precisei de fazer alterações para que nunca deixasse de me sentir em casa aqui. Gostava de lhe dedicar mais tempo, mais de mim, mas continua a ser o meu refúgio.

Cães | Todos os dias, quando entro em casa após sair do trabalho, agradeço por ter tido a feliz ideia de adotar o Marley. Já ultrapassámos muitos medos, muitas idas ao veterinário, muitas decisões que  esperava nunca ter de as tomar, mas no momento em que entro em casa, em que quatro patas gigantes vêm conta mim e a cauda abana com tanta rapidez, sei que foi a melhor coisa que fiz nos últimos anos. A Lady é uma roedora trapalhona que só veio trazer mais amor.

Dias de sol | Os dias de sol trazem uma energia diferente para enfrentar um novo dia. São dias mais bonitos, mais alegres e nós temos tanta sorte por vivermos num país em que existem dias assim a maior parte do ano. Uma caminhada ao final da tarde já com temperaturas amenas sabe-me pela vida.

Escrever | Gosto de o fazer, mas não porque me sinto obrigada pelo facto de ter um blogue para manter. Gosto de escrever sobre tudo e, grande parte das vezes, escrevo só para mim. Escrever foi a melhor forma que encontrei para me conseguir exprimir, para relaxar, para dar asas à imaginação.

Família | Há quem tenha uma opinião completamente diferente da minha, mas a verdade é que sou muito ligada à minha família. Graças a eles, a minha família de sangue e aquela que eu escolhi, cresci e tornei-me no que sou hoje, uma pessoa estável, de convicções e feliz.

Gratidão | Cada vez mais acho importante sermos gratos e cada vez mais tento sê-lo. Ser grata para com os outros, grata pelas coisas boas que acontecem, e pelas menos boas também, porque trazem sempre com elas lições.

Hoje | Sou uma pessoa do agora, do momento. Tenho dificuldades em deixar alguma coisa, algum plano prolongar-se por vários dias quando o poderia ter terminado, ou iniciado, no próprio dia. Por vezes, chega a ser um problema, especialmente quando o que tem que ser feito depende de mais pessoas para além de mim, como acontecia nos trabalhos de grupo, em assuntos do trabalho que têm forçosamente que ficar pendentes ou quando estou a planear uma viagem com amigos. Isto sim, para mim é uma dor de cabeça.

Inspiração | O Instagram é definitivamente a minha rede social favorita. Tem muitos aspetos negativos, mas também trouxe coisas boas, como por exemplo a oportunidade de nos inspirarmos nas bonitas fotografias que são partilhadas em todo o mundo, de viajar sem sair do sofá... Consigo encontrar inspiração aqui.

Justiça | Seja em que situação for, não gosto de tomar um partido sem ter consciência da outra parte. Faço questão de ouvir e tentar compreender os dois pontos de vista, e depois depois de uma troca de argumentos posso tomar as minhas próprias decisões, confiando que fui o mais justa possível apesar de que o mais justo nem sempre ganha.

Keep going | Continuar. Mesmo que o dia esteja a ser mau, ou mesmo a semana, gosto de pensar que é preciso continuar para alcançar seja que objetivo for. Desistir raramente é solução e posso dizer que a persistência é uma das minhas características mais vincadas.

Livros | Lembro-me de gostar de ler praticamente desde que aprendi a fazê-lo. Livro após livro aprendo quais são os meu géneros favoritos e aqueles com que cada vez me identifico menos. Os livros enriquecem-nos, dão-nos outras visões sobre o mundo, e tudo o que me acrescenta é bem vindo!

Mulher | Agradeço a quem acompanhou o meu crescimento sem que me fizessem sentir menos feminina. Detestava os filmes da Disney, porque, em praticamente todos eles, as mulheres desesperavam por um príncipe que as mantivesse e as protegesse. E isto, na minha mente ainda muito jovem, não fazia sentido quando a realidade que tinha em casa era diferente. Fui criada por duas mulheres que tudo fizeram para ter a própria independência quando a tradição não era essa e que, apesar de terem alguns pensamentos um pouco formatados para a época delas, nunca me transmitiram as ideias de que o cor-de-rosa era para as meninas (e eu sempre detestei rosa), que o nosso lugar era na cozinha e que tínhamos que saber fazer tudo em casa. E se hoje me considero uma mulher forte, com objetivos e feminista é graças a elas.

New York | O meu sonho. O meu paraíso.

Objetivos | Sou uma pessoa de objetivos. Preciso de fazer isto para ter aquilo, e o outro para o seguinte. Funciono assim, é como um ponteiro de uma bússola que me indica sempre o caminho para ser, ter e fazer o que quero.

Praia | Foi o meu porto de abrigo, o meu local preferido durante os bonitos anos que vivi no Algarve. Para além dos amigos que fiz, da minha cidade adotiva e de tudo o que lá deixei, a praia, o poder sentar-me na areia e ouvir o mar, é das coisas que tenho mais saudades.

Qualidade | Qualidade de vida é uma das coisas que mais prezo. Não anseio por uma casa de centenas de milhares de euros, nem com um carro topo de gama da marca X, aliás, estas coisas a mim dizem-me pouco. Prefiro ter um trabalho que gosto e onde seja feliz, amigos e família com quem possa contar, viajar o quanto me for possível, livros e outros hobbies que me acrescentem enquanto pessoa. É isto que considero qualidade de vida.

Reconhecimento | Sou confiante no meu trabalho, sei quando erro, sei assumi-lo, mas também sei quando faço as coisas bem, e sei que sei fazer. Mas preciso que o meu valor seja reconhecido. É importante para mim conhecer a opinião dos meus colegas, chefes, coordenadores, não é uma motivação para ser melhor, mas preciso de ser reconhecida.

Simplicidade | No vestuário, gosto de ser simples, clássica, intemporal. Com os outros, aprendi a sê-lo. Aprendi a adaptar o meu discurso dependendo da pessoa com quem falo e, uma vez que trabalho na área da saúde, aprendi a falar com os mais idosos. Este conceito também tento trazer para o meu dia-a-dia.

Tempo | Tempo para mim, as pausas ao longo do dia é algo que para mim é indispensável. Gosto do silêncio na hora de almoço, gosto de estar apenas na minha companhia enquanto leio um livro ou quando simplesmente estou perdida nos meus pensamentos.

Urbana | Sei o que é viver numa localidade pequena, rural, mas também conheço a realidade de viver numa cidade e, apesar de gostar da paz e do tempo vagaroso do campo, nunca me consegui rever aqui. Gosto da vida na cidade, do ritmo mais agitado. Gosto do facto de, ao contrário do que acontece nas pequenas localidades do interior, existir sempre qualquer coisa para ver, fazer, para visitar. Por motivos profissionais, há três anos que voltei para a minha terra natal e ainda hoje é uma luta diária para me habituar a isto.

Viajar | Há poucas coisas no Mundo que me façam mais feliz. Visitar um local desconhecido, estar em contacto com culturas, gastronomias, Histórias e realidades diferentes define quem somos. Viajar muda-nos e não posso estar mais grata por poder alimentar este bichinho.

Web | Se há 100 anos dissessem a quem por aqui andava que hoje podíamos aceder à Internet praticamente em qualquer lugar, estar ligado ao mundo, provavelmente seriam considerados doidos. O que é certo é que o seu aparecimento veio revolucionar tudo, incluíndo a forma como vivemos as nossas vidas e se trouxe coisas más, que foram bastantes, também trouxe as boas, a facilidade, a comunicação mais rápida...

Xadrez | Era um passatempo só nosso, meu e do meu avô. Foi ele que me ensinou todas as regras e a antecipar as suas jogadas. E hoje ainda guardo o nosso tabuleiro que tantas marcas de uso tem.

Yankees | Pode parecer cliché, mas para além de subir ao Empire State Building, passear pelo Central Park ou visitar a Estátua da Liberdade, adorava ver um jogo dos New York Yankees. Sim, sou uma adicta da cultura americana, fazer o quê?

Zona de conforto | A nossa zona de conforto é agradável, mas tem um problema, nada acontece por aqui. Ao longo do tempo reparo que gosto de desafiar-me, sair deste lugar e viver a vida, porque se não fizermos algo diferente, os nossos resultados serão sempre os mesmos.

2018 | Palavra-Chave: Investimento

Com um novo ano nada muda se nos não mudarmos alguma coisa e, por isso, 2018 começou desesperante, tal como terminou o ano anterior. Trabalhava imensas horas por dia, numa área que não era a minha e que aprendi a gostar, mas o ambiente não era o melhor e isso conta muito para nos sentirmos bem no nosso local de trabalho. Todos os dias lutava para sair da cama e enfrentar um novo dia, o cansaço acumulado era imenso e já era raro o dia em que não chegava a casa em lágrimas. Em Abril, tudo mudou, abracei uma nova oportunidade que se tem revelado bastante desafiante, estimuladora até.

Acho que este foi realmente um ponto de viragem muito importante. Percebo que comecei a investir muito mais em mim, naquilo que me faz feliz, e que, a partir daqui, tive muitos mais momentos positivos na minha vida.

2018 trouxe várias fugas, planeadas e não planeadas, pelo nosso maravilhoso país e o meu 24º aniversário celebrado com as minhas pessoas. Trouxe uma viagem que há muito tempo desejava (Roma) e visitas mais frequentes ao Algarve e a Lisboa. Trouxe mais idas ao cinema e livros fora do meu registo habitual. 

Em 2018, apostei na minha formação, inscrevi-me em dois cursos da HarvardX, um deles já está completo, o outro a meio, e fiz várias formações na minha área profissional. Investi mais em relação ao blogue e conheci pessoas bonitas desta blogosfera. Visitei bons restaurantes e descobri novas gastronomias. Cuidei mais de mim. Comprei o meu primeiro carro. 

Em retrospetiva, foi sobretudo um ano de muitos desafios, de superação e crescimento. Testou-me a muitos níveis - as minhas capacidades profissionais, a minha resiliência, as minhas emoções e sentimentos. Não foi fácil e teve alguns momentos menos bons, mas prefiro focar-me nos bons momentos, naqueles de fizeram de 2018 um bom ano.

Estou pronta para receber o novo ano e desejo que seja tão bom ou melhor que este. Não tenho o hábito de definir objetivos, mas tenciono continuar a investir em mim, no meu futuro e na minha felicidade, assim como neste blogue, que faz parte de mim. A vocês, desejo-vos o que de melhor há no mundo e que consigam alcançar todos os vossos objetivos. Obrigada por continuarem por aqui!

Esta publicação está inserida no desafio 1+3

1 + 3 | Sinto-me em casa

Sinto-me em casa na cozinha da minha avó enquanto ela cozinha para mim. No seu colo. Nos braços das pessoas que me são queridas. Nos abraços pequeninos, fortes e sentidos do meu irmão. Nas noites em frente à lareira. Nos abraços que dou ao Marley e nas lambidelas que me retribui. Sinto-me em casa quando bebo o meu chá preferido com bolachinhas de canela. Quando adormeço enquanto chove lá fora.

Sinto-me em casa quando passeio pelas margens da Ria Formosa. Quando vejo o pôr-do-sol na Praia de Faro. Sinto-me em casa no meu quarto, com as minhas coisas, as minhas recordações, com as fotografias das viagens que já fiz e da nossa história. Sinto-me em casa quando ele me acorda com beijinhos. Quando pouso a cabeça no seu peito e me deixo embalar pelos batimentos cardíacos. Quando me olha nos olhos e expressa em palavras o que sente por mim.

Sinto-me em casa junto dos meus livros e da coleção de discos vinil do meu pai. Quando me deixo levar pelo som das cordas da minha guitarra. Quando ouço Debussy, Sigur Rós, U2 e Nirvana. Sinto-me em casa quando tenho a família reunida, e os amigos também.

Sinto-me em casa quando encontro segurança e conforto, seja na minha própria companhia ou na companhia de outra pessoa. O mais importante é sentir que eu sou a minha casa. Uma casa com defeitos, qualidades, sonhos, objetivos. Mas é a casa onde tenho de me sentir eu, antes de conseguir  e de me permitir sentir o mesmo noutros braços.

1 + 3 | Coragem

Coragem é quando vivemos com base no nosso coração e contra a razão. É uma guerra declarada contra os nossos medos. É lutar contra o que parece incerto, contra situações que nos parecem más, contra aquela voz na nossa cabeça que nos quer parar, que nos faz ter medo de seguir. É o que faz a vida mudar de rumo.

Coragem é enfrentar situações que julgávamos não ser capazes. É ir buscar forças sabe-se lá onde. É suportar o mundo às costas numas situações, mas também é saber desistir quando não há motivo para continuar. É ir atrás dos nossos sonhos. É sair da nossa zona de conforto. É abrir o coração aos outros e dar a conhecer o mundo que existe dentro da nossa bolha. É superar as desilusões, as separações, os desamores.

Coragem é algo tão pessoal, tão intrínseco, mas que define aquilo de que somos capazes. Todos temos momentos de coragem quando ultrapassamos situações que nunca imaginávamos ser capazes, mas é importante que esta também esteja presente nas pequenas coisas do quotidiano. E, por vezes só nos apercebemos disso quando olhamos para trás e constatamos que cada vez que mudávamos o rumo que seguíamos, o nosso "eu" também mudava. Temos mais bagagem, conhecemos melhor os nossos limites e estabelecemos outros mais ambiciosos. Crescemos. E isso faz parte do que julgamos ser o verbo viver, o querer aproveitar o nosso momento aqui ao máximo, o querer ser mais "eu".

1 + 3 | Medo

Tenho medo de cobras e ratos. Tenho medo de não ser feliz. Tenho medo de não conseguir tornar os meus sonhos realidade. Tenho medo de não conseguir alcançar os meus objetivos. Tenho medo do cancro. Tenho medo da morte. Tenho medo de perder as pessoas que mais gosto. Tenho medo da ignorância e da pobreza de espírito. Tenho medo de amar (e do amor). Tenho medo de ataques terroristas. Tenho medo da maldade humana. Tenho medo de falhar. Tenho medo de não conseguir viajar e conhecer o mundo tanto quanto gostaria. Tenho medo de errar. Tenho medo dos incêndios. Tenho medo de catástrofes naturais. Tenho medo de panelas de pressão. Tenho medo de não conseguir fazer nada da minha vida. Tenho medo de estagnar.


1 + 3 | Um objetivo que já está a ser cumprido

Há objetivos que determinamos ao longo da nossa vida que são mais facilmente realizados do que outros, mas não é por nos darem um pouco mais de trabalho que pode ser meio caminho andado para nos esquecermos, ou até mesmo para desistirmos deles. Por vezes, o caminho pode ser longo, demasiado longo, mas o importante é não desistir.

Sempre tive muita facilidade em ganhar uns quilinhos a mais, mas imensa dificuldade em perdê-los. A genética às vezes pode ser lixada. Mantive-me dentro do peso ideal até entrar para a Universidade e ir viver sozinha, mas a partir desta altura... descambou um bocadinho para o excesso de peso.

A comida para mim sempre foi uma espécie de refúgio, seja nas alturas em que estou mais stressada e ansiosa, ou mesmo quando estou aborrecida, e por isso não é fácil manter os snacks fora da minha vista. Não é por falta de força de vontade, mas a necessidade por vezes é tão grande que controlar-me é sempre um pouco difícil.

Nunca atingi a obesidade. Desde a entrada na Universidade que nunca tive mais do que 6 ou 7 quilos a mais do que era suposto ter, mas é o suficiente para que não me sinta bem comigo mesma. E foi por me olhar ao espelho e já não me sentir bem com o que via, que comecei a luta para perder o que está a mais. Não é fácil e já dura há bastante tempo, já experimentei inúmeras dietas, normalmente seguidas por nutricionistas, mas outras também mais malucas (que não resultaram!). E, por diversas vezes, já me senti desmotivada porque chego a uma parte do plano que deixo de perder peso e parece que me esforço para nada.

É esta a minha luta já há uns bons anos e felizmente, cada vez me sinto mais motivada a não parar só porque os resultados não são os que gostaria de ter. Cada número na balança, cada centímetro... tudo a seu tempo. Prefiro perder devagar do que depois ganhar o dobro em menos de nada.

1 + 3 | Uma regra

Não é propriamente uma regra incutida por mim mas pelos meus pais desde que me lembro que sou gente, e da qual sou adepta: não há telemóveis, nem tablet, nem nada que se pareça, à hora das refeições. Mal a mal liga-se a televisão num canal de notícias e não é sempre.

Infelizmente, cada vez passamos menos tempo com outras pessoas só a conversar. Há sempre por perto algum plim que indica uma nova mensagem, ou uma notificação nas redes sociais, e nós tal cão do Pavlov lá vamos ver quem chama por nós. Cheguei ao ponto de ver um grupo de amigos sentados numa esplanada que frequento a passarem um fim de tarde simplesmente calados, sempre com os olhos postos nos telemóveis. Isto continua a inquietar-me.

Provavelmente isto pode parecer muito "velha guarda", mas estou muito grata a esta regra que desde sempre os meus pais tiveram em casa. Hoje em dia, devido aos horários que temos, não é possível fazer mais do que uma refeição na companhia do meu namorado, mas durante o jantar e com os telemóveis noutra divisão da casa, sinto que é um privilégio podermos sentar e conversar sobre tudo.

1 + 3 | 13 Qualidades

O segundo tema do Desafio 1+3 é, só por si, um desafio. Tive imensa dificuldade em conseguir começar a escrever alguma coisa, até porque é sempre mais fácil apontar defeitos, mesmos os nossos - e só enquanto escrevo estas linhas me passam trinta e muitos pela cabeça -, do que as nossas qualidades, as coisas boas que conseguimos reconhecer em nós próprios. Claro que era imensamente mais fácil pedir às pessoas próximas de nós que nos descrevessem desse modo, mas pessoalmente acho que iria contra o propósito inicial do desafio: o auto-conhecimento e a auto-valorização.

Portanto, estas são as 13 qualidades que reconheço em mim:

Altruísta | Não vivemos numa bolha. Tento, e gosto, de estar sempre disponível para ajudar quem quer que seja. Se fazem parte da minha vida é porque eu gosto de tê-los comigo, e por isso, porque não ajudar quando precisam? Hoje são eles, amanhã posso ser eu. Cada um de nós precisa sempre de outra pessoa e ninguém chega a lugar algum sozinho. E quem fala nas pessoas, fala nos animais. O  egoísmo e o individualismo nunca levaram ninguém a lado nenhum.

Bom dia, por favor e obrigada | Tudo a ver com uma coisa que infelizmente é cada vez mais rara: educação. Não custa nada desejar um bom dia a quem se cruza connosco, compreendo que para quem viva em grandes cidades não seja um hábito, mas a minha realidade é diferente e sempre fui habituada a cumprimentar quem se cruza comigo, seja na rua, no supermercado ou no trabalho. Por favor e obrigada são outras das palavras cuja falta de utilização me faz mais impressão. Pedir, por exemplo, um café com um por favor e recebê-lo com o obrigada. Não custa nada ser cordial com os outros.

Caracóis | Infelizmente, no passado, fiz muitas maldades aos meus caracóis. Tratamentos atrás de tratamentos para que eles desaparecessem, o que nunca aconteceu e ainda bem! Também já o pintei das mais variadas cores. Até que me cansei de lutar contra e aprendi a gostar realmente do meu cabelo. Hoje adoro os meus volumosos caracóis com a cor natural, são uma das minhas características físicas favoritas. Fazem-me sentir tão eu, mesmo que ande despenteada o dia inteiro.

Competitiva | Sou competitiva e, embora possa ter uma conotação negativa, acho que o sou no bom sentido. Não sou de usar atalhos duvidosos para chegar onde quero nem gosto de esfregar na cara dos outros que consegui ou que fui melhor. Usei esta característica na faculdade, e uso tanto na vida pessoal como profissional. Sou competitiva para mim, é na minha cabeça que escolho os "alvos" e só ali ficam. É uma forma de me manter motivada, de ir mais além, de explorar as minhas capacidades e dar o meu melhor.

1 + 3 | Uma Peça de Roupa: Calças retas

Já tive muitos momentos de guerra com o meu corpo, aprendi que não posso vestir tudo o que me apetece, porque simplesmente não me fica bem, porque estou algo longe de ter as medidas de modelo. Mas, apesar de rejeitar vestir certo tipo de roupa, sei que se quisesse, se me sentisse bem com ela, poderia vestir, porque tenho liberdade para isso.

No momento em que senti necessidade de mudar o meu estilo pessoal, largar as calças quase sempre pretas e os All Star, conheci as calças retas. Hoje são uma peça de roupa indispensável no meu guarda-roupa e até mesmo no meu dia-a-dia. Uso e abuso delas não só por gostar de me ver, mas pela sensação que elas me dão quando as visto. Seja de saltos, o que normalmente acontece, ou com ténis, dão me uma incrível sensação de poder. Sinto que posso conquistar aquilo que quero, sinto-me preparada para ir à luta, porque no mundo dos fatos e das gravatas, também nós, mulheres, podemos "vestir as calças".

Felizmente, nasci num tempo e num país onde é-me permitido vesti-las, não sou obrigada a vestir saias só porque sou mulher. E, embora ainda seja um país onde a igualdade de género não se observe na totalidade, onde os homens têm o maior poder, que maioritariamente ocupam cargos mais altos e têm melhores salários, acho que cada vez mais temos uma expressão mais alta. A nossa palavra também já conta, na maior parte das vezes. É isto que sinto ao vestir as calças retas: que num mundo de homens, nós podemos triunfar.

Desafio | 1 + 3

Cada vez mais é fundamental que olhemos, todos, para o nosso próprio umbigo. Que cuidemos de nós não só a nível estético ou da saúde, como cuidar da nossa imagem - o que também é muito importante -, mas cuidar de quem somos, ou de quem nós gostaríamos de ser. Num mundo em que cada vez mais o "eu" tem um peso maior para cada um de nós, seria bom se tornássemos um hábito avaliar os nossos comportamentos, sermos nós o nosso crítico. Será que somos quem gostaríamos de ser? Eu só posso falar por mim e a resposta é: nuns dias sim, noutros mais ou menos e noutros nem tanto. Diariamente trabalho para ser sempre um pouco mais parecida com a pessoa que quero ser. É importante conhecermo-nos a nós próprios, saber quais os nossos defeitos e qualidades, avaliar o que fazemos de bom ou de errado, termos objetivos que nos ajudam a evoluir e, também muito importante, sabermos que pessoas e lugares fazem falta na nossa vida.

É por isto que gosto tanto destes desafios de auto-conhecimento. O 1+3 foi criado pela Carolina, com o objetivo de criar momentos de reflexão nos mais variados temas, uns mais simples, outros mais particulares, sendo que só participamos naqueles que fazem sentido para nós, que despertam o nosso interesse e que, de alguma forma, pensamos que nos vão ajudar a crescer, a sentirmo-nos orgulhosas de nós.

Gosto de pensar que este desafio trará temas que nos inspiram, que nos farão aprender com as diferentes formas de pensar de cada um. A ideia é mesmo "criar uma corrente de positivismo e boas energias", tal como a própria Carolina a descreve. Portanto, convido-vos eu a alinharem nesta ideia e participar! Para isso, basta enviarem um e-mail para jessicagrilo.blog@gmail.com e passam a receber as informações do desafio. Vamos lá?

Desafio | Um desejo para 2017

Sucesso. Tanto ao nível da profissão que escolhi e que, felizmente, exerço, como também sucesso a nível pessoal.

Espero que 2017 me reserve uma maior evolução profissional, maior que a enorme que ocorreu em 2016, pois é para isso que luto todos os dias, dando sempre o melhor de mim, pois cada dia consegue ser sempre diferente do anterior, sempre com coisas novas entre mãos, o que também implica muita pesquisa e aprendizagem.

Por outro lado, anseio também crescimento pessoal. Começar, finalmente, a viver a vida que quero ter, poder viajar, conhecer o que ainda não conheço. Aprender mais sobre tudo, conhecer culturas, gastronomias e ser feliz.

Quero que 2017 seja o ano da evolução do meu "eu".

#SevenDaysOfMe

Desafio | Duas pessoas que me influenciam

A minha mãe. Infelizmente já não está (fisicamente) presente, mas se estivesse era possivelmente a pessoa que mais orgulho em mim teria. Ela sempre foi a minha maior influência, educou-me da melhor forma que conseguiu, apesar de ter sido uma missão difícil devido ao meu feitio, deu-me muito amor. Ajudou-me a crescer, apesar do pouco tempo que esteve comigo, de não ter estado presente em muitos dos momentos mais importantes da minha vida, nem quando mais precisei dela. Aliás, ela está presente. Está presente no meu coração, nos meus olhos, na minha gargalhada. Ensinou-me a lutar pelos meus sonhos e contra qualquer obstáculo. Porque apesar de ter perdido uma dura batalha, foi uma guerreira até ao fim.

As minhas avós. Sim, as duas incluídas. A elas devo o teto, a educação que tive e muitas mais coisas. Foram elas que me criaram da melhor maneira que sabiam. Foram elas que me ajudaram quando fui obrigada a crescer rápido demais, foram elas que me ensinaram o sentido da responsabilidade, e que me tranquilizavam nas noites de pesadelos. Foram elas que me levavam leite quentinho à cama e que me prendiam a roupa debaixo do colchão para que não tivesse frio, foram elas que fizeram as sopinhas quando estava doente. Foram elas que me incentivaram a ser mais, a querer mais para mim, a nunca me dar por satisfeita com o que tenho, porque quando chegamos ao cimo da escada depois só temos a descer. Foram elas que me fizeram apanhar um avião pela primeira vez para ir conhecer o mundo. E é a elas que devo muito.

#SevenDaysOfMe

Desafio | Três defeitos e três qualidades


(Muito) ansiosa. Sou capaz de ficar noites inteiras sem fechar os olhos a pensar sempre nos piores cenários de qualquer problema. Faz-me pensar sempre mais no futuro do que deveria, que vai tudo acabar mal, que não vou conseguir atingir qualquer que seja o objetivo. De dia, costumo ter outra visão obre as coisas, mais positiva, segura. Esta coisa da ansiedade deve ter um cronómetro circadiano.

Teimosa. Costumo levar sempre a melhor a minha opinião do que a das pessoas que me rodeiam. Normalmente faço as minhas escolhas com o pensamento "como quero, onde quero" e, quando ateimo mesmo, é porque há um sentido qualquer que nós mulheres devemos ter a mais, que me diz que apesar de me dizerem que está errado, é o caminho mais acertado. Aí a teimosia atinge outro nível. Mudar de opinião também é difícil para mim, porque só costumo aceitar outra solução quando me explicam A por B que a minha está errada. Hoje em dia já tento controlar mais este meu feitio, mas aliado à minha tremenda falta de paciência e ao orgulho que por vezes aparece, é algo terrível... eu sei.

Sem papas na língua. Muito sinceramente irrita-me ser assim. Mas o que tenho a dizer digo na hora e muitas vezes sem pensar, o que é péssimo pois quando falo demais vou certamente magoar alguém. O peso das palavras por vezes magoa mais do que qualquer agressão física. E, infelizmente, a tendência é sempre magoar que mais gostamos.

Interessada. Curiosa. Por quase tudo com que me deparo no meu quotidiano. Se não sei, pesquiso. Se sei, pesquiso mais. Seja sobre saúde, história, cultura... qualquer coisa. Ignorante é que não.

Consigo colocar-me no lugar dos outros. E talvez essa seja mesmo uma grande virtude. Se existe um problema, e não necessariamente comigo, consigo colocar-me, na maior parte das vezes, no lugar das pessoas envolvidas, saber como agiria se estivesse nessa situação e qual seria para mim a melhor maneira de resolver. Por vezes, consigo dar uma outra visão às pessoas que altera a forma como encaram o problema. E para isto eu esforço-me, gosto de ver as pessoas que me rodeiam bem.

Há solução para tudo. Sempre ouvi dizer que há solução para tudo menos para a má língua, e eu acredito nisso como se fosse uma verdade (quase) absoluta. Se o plano A não resulta, vamos ao B, C, D... Para cada situação tem de haver, pelo menos, uma solução.

#SevenDaysOfMe

Desafio | Quatro coisas que gostaria de experimentar

Fazer uma roadtrip. Sempre tive curiosidade em fazer uma roadtrip. Pegar num carro apenas com as coisas necessárias para o dia-a-dia dentro de uma mala, um mapa e a companhia certa, e fazer-me à estrada. Aposto que é uma experiência incrível, bem como ter um espirito aventureiro. Explorar campos, cidades, vilas e aldeolas no meio do nada, observar diversas paisagens naturais... Podemos começar pelos Estados Unidos, e não tem que ser só pela Route 66, e talvez pelos países nórdicos.

Envolver-me em projetos de saúde e desenvolvimento num país de África, como voluntária. Ultimamente tempo pesquisado bastante sobre isto e até há bastantes programas deste género. No entanto, não é algo que planeei fazer num futuro próximo. Mas gostava de me inserir num projeto assim, conhecer novas culturas, estilos de vida, poder ajudar de alguma forma quem realmente precisa.

Fazer a maior viagem do mundo de comboio. São 17 mil km de linha ferroviária que ligam Portugal ao Vietnam. Quase treze dias de viagem se não fizermos alterações no percurso para visitar com mais calca as cidades onde temos que trocar de comboio. Treze dias de mais uma experiência única com paisagens únicas pela frente. No entanto, também seria possível, e eu adorava, apanhar o famoso Transiberiano, de Moscovo a Pequim.

Viver sozinha num país que não é o meu. E novidades, não é? Sempre pensei muito nisto e, se surgir a oportunidade, era algo que queria fazer num futuro próximo. E para onde? Sim, mesmo com o Trump na presidência, a minha escolha manter-se-ia. Gosto muito do meu país, mas por vezes há algo que me diz que era do outro lado do oceano que deveria estar... Tudo aquilo me fascina.
Quanto ao viver sozinha, não é algo que me assuste. Quando decidi ir estudar para Faro, não conhecia nada nem ninguém, e isso fez-me aprender a virar-me sozinha (e a ser uma pro a utilizar o GPS discretamente na rua), depois para Almada, onde tudo aquilo também me era desconhecido. Hoje posso dizer que conheço bem tanto aquela zona como também fiquei a conhecer Lisboa e aprendi a orientar-me sozinha rapidamente. Pode não parecer grande coisa, mas para quem vem de uma aldeia do interior alentejano, onde tudo o que há é um autocarro de manhã e outro à noite, é muito. E eu adoro passear, viver e desfrutar da minha própria companhia, sozinha.

#SevenDaysOfMe

Desafio | Cinco músicas da minha vida


A música faz parte da vida de qualquer pessoa, é inevitável. De uma melodia de fundo a um concerto com os sons mais complexos. Associo sempre uma variedade enorme de músicas a momentos que vivi, conversas que tive, ou outra referência qualquer do meu quotidiano. O problema neste desafio não foi escolher apenas cinco músicas, para isso poderia apenas publicar as cinco seguintes da playlist que estou a ouvir neste momento, o desafio foi mesmo escolher as cinco músicas da minha vida. Apenas cinco que sejam as músicas da minha vida hoje, mas que também o tenham sido ontem e serão amanhã. Nada que seja influenciado pelo decorrer do dia de hoje, pelas emoções que expressei e que contive, pelo locais onde andei e pelas pessoas com quem falei.

Portanto, as músicas que se seguem são, com alta probabilidade, as músicas da minha vida, e não seguem nenhuma ordem específica. Estiveram presentes em momentos muito específicos, no entanto, penso que não dizem absolutamente nada sobre os momentos a que as associo. 







Desafio | Seis blogues que adoro

Thirteen. Há dois blogues que sigo religiosamente. Todos os dias têm uma visita minha e estão definitivamente no Top dos meus blogues favoritos. Um deles é o "Thirteen", claro. Acompanho o cantinho da Carolina há algum tempo e é sempre um prazer enorme poder ler cada publicação que faz. Tem uma escrita que me cativa, fala de assuntos do quotidiano, coisas que também fazem parte do nosso, e é essa partilha que me faz voltar lá a cada dia.

Bobby Pins. O segundo é o "Bobby Pins" da Inês. Muito à semelhança do "Thirteen", é a escrita e as suas fortes opiniões sobre os mais diversos assuntos que me faz voltar lá dia após dia. Da mesma forma, adoro as publicações sobre as viagens que faz, deixa-me sempre com o bichinho de apanhar um avião e ir, e as fotografias... maravilhosas!

Portuguese Girl With American Dreams. Já perdi a conta aos anos que sigo a Diana. Primeiro com o seu primeiro blogue (pelo menos que eu saiba), em que partilhava essencialmente a sua decisão de se tornar Au Pair nos EUA e o processo. Até que deu vida ao "Portuguese Girl With American Dreams", onde partilha o seu dia-a-dia em New York, dicas de alimentação, viagens e mais recentemente a brutal roadtrip que fez pelo país. Apesar de não publicar nada há algum tempo, a Diana está sempre presente seja no Instagram ou no Snapchat. Percebem porque este blogue está no meu Top seis, não é? Tal como ela, também eu já pesquisei mil e uma formas e estudar/ trabalhar nos EUA e não me importava nada de deixar tudo para trás e ir. Aí vida...

Love Adventure Happiness. Também já há algum tempo que acompanho a Vera e o seu "Love Adventure Happiness". Atualmente a viver na Holanda, a Vera partilha o seu quotidiano, sentimentos e emoções e também a obvia comparação que poderia fazer entre Portugal e Holanda. Um blog simples mas cativante.

Viajar entre viagens. Juntos percorrem o mundo de mochila às costas e a forma próxima como falam destas viagens faz-me ser uma leitora quase diária. A Carla é geógrafa e faz investigação de glaciares nos Andes argentinos, o Rui é físico e trabalha como professor de físico-química. É dos blogues com um tema especifico que mais gosto e tem fotografias lindas! Difícil é chegar ao fim de uma publicação e não acrescentar aquela cidade à nossa lista.

Viaje comigo. Outro blogue com o tema viagens, o qual também gosto bastante de visitar. É escrito pela Susana, jornalista, que partilha neste espaço as suas experiências, dicas, roteiros, e também dicas sobre gastronomia com que se depara nas suas viagens. É impossível não ficar encantada com tantas imagens bonitas!

#SevenDaysOfMe

Desafio | Sete factos sobre mim


Este ano, a minha agenda é cor-de-rosa. Depois de anos a tentar manter uma agenda durante o ano inteiro, chegar a Fevereiro e já a tinha posto de lado, o ano passado, pela primeira vez, utilizei uma até ao fim. Descobri um formato que me agrada, que consegue ser agenda mas também livro de memórias, e se o ano passado optei por uma com tons neutros este ano escolhi uma bem mais feminina.

Se tivesse que escolher uma nova profissão, seria assistente de bordo. Ou qualquer outra que me permitisse viajar, viajar, viajar. Descobrir novas cidades, culturas, fazer tudo aquilo que mais gosto e ser paga por isso. Não que esteja descontente com aquela que escolhi, aquele bichinho de apanhar o avião e ir para o desconhecido anda a desassossegar-me.

Agradeço aos meus pais por me terem moldado o gosto musical. Na infância, enquanto todos os meus amigos ouviam as músicas da Disney, os Excesso, Backstreet Boys e outros tantos, eu brincava ao som de Dire Straits, Nirvana, Rolling Stones, The Beatles e The Cranberries, muitos deles ainda em vinil. Hoje ainda tenho muitas letras presentes na minha memória e só lhes tenho a agradecer por isso.

Acordo todos os dias ao som de New York. A música que toca no meu despertador é "New York" da Alicia Keys e acordo sempre com um sorriso na cara. É inevitável. Não é segredo para ninguém, até mesmo este blog foi criado para poder partilhar este meu sonho e, embora pareça muito clichê, sinto que é àquela cidade que pertenço. Não sei ao certo quando começou este meu desejo, nem em quê, mas é forte, muito forte.

Sou devoradora assumida de chocolate e amendoins. Seja a ver filmes, séries, a ler um livro ou só porque sim. o meu dia não é dia se não der aquela dentada no chocolate ou se não despachar uma mão cheia de amendoins num abrir e fechar de olhos. Gosto especialmente de chocolate de culinária, Toblerone, amendoins com casca ou M&M's, que para mim foi das melhores invenções de sempre - chocolate e amendoins, perfeito.

Detesto atrasos. Por diferentes motivos há atrasos que são aceitáveis, ou porque houve mais trânsito que o normal, ou outro imprevisto que faça com que não cheguemos a horas aos nossos compromissos. No entanto, detesto quando as pessoas se atrasam só porque nunca tiveram o hábito de chegar a horas sem se importarem em fazer os outros esperar. Prefiro que me digam que estão dois minutos atrasados, e que esses dois minutos sejam só mesmo dois minutos, do que chegarem um minuto que seja atrasados.

Tenho descendência espanhola e africana. Infelizmente sei muito pouco sobre os meus ascendentes, apenas aquilo que em alguma altura da minha vida me contaram. E do pouco que sei, o meu tetravô paterno era espanhol, casou-se com a mulher que viria a ser a minha tetravó ainda em terras castelhanas e pouco depois mudaram-se para Portugal. Já a descendência africana também veio da minha família paterna e segundo sei foi anterior à vida do meu tetravô. Aliás, dizem que o meu cabelo é a prova viva que esses genes perduraram tantos anos na família, já o meu pai e o pai do meu pai também tinham fartos caracóis.


Este post deveria ter sido publicado ontem, segundo a cronologia do desafio #SevenDaysOfMe, mas infelizmente só o descobri hoje, pelo que ainda hoje sairá a segunda publicação.

Blogger Summer Challenge | Três cidades que queres visitar

Nova participação no Blogger Summer Challenge, criado pela Olívia M. e pelo Jota.

Pelo título devem pensar que vou dizer três cidades dos USA e que uma delas até é New York. Podia ser, porque sem dúvida que estão no topo da lista das cidades que quero visitar. Mas... tirando todas e mais algumas cidades norte-americanas, as três cidades que quero visitar são:


 1. Istambul, Turquia


 2. São Petersburgo, Rússia


 3. Bangcoc, Tailândia
(Todas as imagens retiradas do Google)

Não estão por ordem de preferência e entre estas existem muitas mais que gostaria de visitar. Mas temos que começar por algum lado, não é?

Quais são as três cidades que gostariam de visitar?