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Saúde | Manutenções e mais manutenções

Desde a primeira e última publicação sobre o aparelho ortodôntico que muita coisa já aconteceu nos meus dentes. Em Dezembro, um mês depois de ter colocado o aparelho inferior, coloquei o superior e, apesar de me terem dito o contrário, foi mais difícil habituar-me ao aparelho superior do que ao inferior. Não por uma questão de dor, porque sinceramente nos primeiros dias doem os dois, mas porque me faz uma certa impressão no lábio.

Na última manutenção, em Janeiro, a pessoa já sabia para o que ia. As consultas passam a ser mais curtas porque é só trocar os elásticos. Pensava eu que por uns meses ia ser só isto. Para além da troca de elásticos, que dói um bocadinho porque um elástico novo tem sempre mais força do que os que já estamos a usar há um mês, foi-me acrescentado duas coisas novas.

A primeira foi uma mola para que pudesse abrir espaço entre o primeiro pré-molar e o primeiro molar, isto porque o segundo pré-molar, quando nasceu não tinha espaço no sitio certo, então foi parar ao palato (ou céu da boca). Então, é preciso abrir espaço entre os dois dentes para posteriormente puxá-lo para o sitio certo. E tenho cá para mim que isto vai demorar uma eternidade.

A segunda novidade foi o levantamento de mordida. Uma das partes más de já ter trabalhado numa clínica dentária é saber o que se faz e como, incluindo nas manutenções dos aparelhos. Portanto, já imaginava que não ia ser nada confortável. Isto porque o levantamento de mordida é colocar uma massa nos dentes molares para que os dentes não consigam tocar uns nos outros e assim não ficarem bloqueados para se poderem mexer e irem ao sitio certo. Então, o problema aqui foi não conseguir descansar o maxilar, o que trouxe até algumas dores de cabeça durante as duas primeiras semanas.

Agora, a poucas horas de mais uma manutenção, é esperar que o meu médico não se lembre de nada de especial hoje e começar a pensar na cor de Fevereiro.

Viagem pelo mundo da ortodontia

Já há algumas semanas que venho a fazer visitas mais ou menos regulares ao dentista, e para quê? Destartarização, tirar algumas (muito poucas, felizmente) caries, radiografias para que pudesse colocar um aparelho ortodôntico. Não é que o meu problema fosse realmente os dentes tortos, porque nesse caso só tenho um que decidiu fugir do lugar dele quando os dentes do siso nasceram. O problema aqui é que tenho a mordida (muito) cruzada, ou seja, pode-se dizer, de forma muito pouco científica, que o meu maxilar inferior tem um certo desnível para a esquerda, o que faz com que os dentes de cima e de baixo não fechem corretamente e, com o passar do tempo isto fez com que tivesse alguns problemas na articulação do maxilar.

Portanto, na passada quinta-feira foi o dia de ir colocar o aparelho inferior. Estava ansiosa que tal acontecesse porque era algo que já queria ter feito há uns anos, não porque está na moda ou não, isso não me importa, mas porque estava mesmo a precisar.

Dizem que a adaptação ao aparelho superior é bem mais fácil, acredito que sim, mas só no próximo mês, em princípio, é que posso dizer por experiência própria. No entanto, o inferior causa algum incómodo. Só o facto de ter um objeto estranho na boca já é incomodativo, mas o pior para mim está a ser a pressão que está a exercer em alguns dentes ao ponto da dor. Uma dor suportável e que se sente mais intensamente apenas quando como. No entanto, continuo a acreditar que isto é uma questão de hábito. 

Querem continuar a acompanhar esta viagem pelo mundo da ortodontia, que é como quem diz, dos aparelhos dentários?

Sociedade | Despenalização da eutanásia


Não entendo os defensores do "não" no que diz respeito à Despenalização da Eutanásia. Compreendo os argumentos de que todos temos o direito de lutar pela vida, mas também compreendo que a morte medicamente assistida possa ser uma forma de "lutar". Eu, pessoalmente, não me consigo imaginar a "pedir" a minha morte, mas também, até hoje, nunca me diagnosticaram nada que viesse com a "sentença assinada", no entanto, já o presenciei. Infelizmente, vi de perto a degradação humana provocada pelas doenças terminais, o que ficou depois de lutas e mais lutas pela vida. Essas pessoas tiveram e têm o direito de lutar pela própria vida, mas também têm o direito de não querer sofrer mais até chegar o fim.

Não é suicídio, não depende apenas da vontade da pessoa. E muito menos pode ser comparado com um homicídio por parte dos profissionais. A decisão da morte medicamente assistida é muito mais restrita do que aquilo que os dirigentes do nosso país dizem para justificar um "não" fácil. Será que eles próprios sabem? Não se limita à decisão da pessoa querer colocar um ponto final à própria vida, mas a meu ver, uma oportunidade para aquelas pessoas que já sofreram e continuam a fazê-lo diariamente.

A proposta que está no Parlamento sobre este assunto não significa ter o poder de matar, nem tão pouco terminar com os cuidados paliativos. Há regras como a avaliação por parte da equipa médica e o acesso apenas aos casos que sugerem o limite da dignidade humana. Significa que cada um, como ser livre, inteligente e consciente, e uma situação clínica, avaliada por uma equipa médica, em que seja reconhecida a impossibilidade de cura e/ou o sofrimento físico e psicológico insustentável, possa pedir o fim da sua vida.

Despenalização da Eutanásia sim, mas salvaguardada por uma Lei clara que permita o bom uso da mesma. Não é justo que para estas pessoas viver mais um dia seja uma obrigação.

Decidi começar a fazer alguma coisa por mim


Há cerca de dois ou três anos atrás experimentei pela primeira vez um ginásio. Na altura, a viver numa cidade que não era a minha e tendo em conta os custos que isso acarreta, optei por escolher um ginásio barato, mas com bom ambiente e era de um colega da minha faculdade. Estive lá 3 meses.
Durante este tempo a força de vontade que tinha inicialmente ia diminuindo cada vez mais e tinha motivos para isso, primeiro o ginásio não tinha personal trainers que fizessem avaliações ou planos de treino, segundo também não tinha ali ninguém que puxasse por mim.

Sempre tive relativa facilidade em ganhar uns quilinhos, aliás costumo dizer que até a água me faz engordar, ou aumentar o volume devido à retenção de líquidos, no entanto, desde que fui proibida de jogar futsal como fiz durante anos devido a uma lesão no joelho, fiquei um pouco preguiçosa. Isto para dizer que, quando falo nos exercícios que se fazem nos ginásios, eu não conheço os limites do meu corpo e por isso, desta vez, quando decidi voltar ao mundo dos ginásios, optei por escolher um que me permitisse ter acompanhamento, não só durante os treinos como nutricional também.

Aquele que escolhi tem muitas aulas de grupo, mas no que toca aos espaços de cardio e musculação não é muito grande. Comparativamente ao primeiro ginásio que vos falei tem melhores condições e outro aspeto que achei importante é que não tenho dias e horas certas para ir. Ou seja, no outro consoante a mensalidade que pagava tinha dias e os horários da semana estipulados para ir, neste vou quando quiser e estou lá o tempo que quiser sem pagar mais. Para além disso, tenho avaliações físicas a cada mês e meio e atualizações do plano todos os meses, isto para adaptar os pesos das máquinas, as repetições bem como para retirar uns exercícios e colocar outros que vão de encontro aos meus objetivos.

No horário que normalmente vou, tenho sempre três personal trainers disponíveis que escolhem um dos dois planos que tenho e ainda se sugerem alguns exercícios extras para esse dia. Para mim é uma mais valia enorme ter alguém sempre a puxar por mim, a testar os meus limites, a fazer-me ir buscar força para fazer mais uma repetição quando acho que já não consigo mais. Alguém que me corrija quando faço algum exercício mal e que me alerta para as lesões provocadas.

Há semanas que meti na cabeça que tinha que investir em mim. Atualmente tenho uma vida stressada mas também passo bastante tempo sentada, tanto no trabalho como nas intermináveis horas que tenho que conduzir por dia. A minha alimentação também já teve melhores dias... Por isso, nem foi tarde nem cedo. E, particularmente, acho que sair do ginásio cansada, com os músculos a pedirem descanso é uma sensação tão boa. Estou seriamente a gostar disto.

Empregabilidade dos cursos superiores


Lembro-me do ano em que entrei para a Universidade e a história foi mais ou menos a mesma. Na época de decidir a que curso e a que Universidade concorrer são publicadas as estatísticas sobre a empregabilidade dos cursos, mas se na altura acreditei agora os resultados parecem-me demasiado otimistas.

Especialmente na área da Saúde, aquela que conheço, diz-se que Medicina e Enfermagem têm 0% de desemprego. Portanto, todos os anos saem das Universidades imensos médicos e enfermeiros, o país diz que não tem lugar para eles e são obrigados a emigrar. Isto quando o Sistema de Saúde precisa quase desesperadamente de médicos, enfermeiros e não só, até porque os Técnicos de Diagnóstico e Terapêutica são um pouco deixados para trás. Ou seja, ou ex-alunos de Saúde não se andam a inscrever no Centro de Emprego mesmo quando não têm emprego, e isso explica a alta empregabilidade, ou estão todos a rumar a outros países.

Quanto aos Técnicos de Diagnóstico e Terapêutica, onde se inserem os Técnicos de Análises Clínicas, de Farmácia, Radiologia, Fisioterapia, etc..., pelo que encontrei, na maior parte dos cursos, existe menos de 20% de desemprego. Na minha opinião, isto será verdade tendo em conta que a maioria dos empregos que existem são em part-time, onde muitos completam o horário de trabalho com outro part-time numa loja, café...

Portanto futuros caloiros, não caiam em balelas como estas estatísticas.

Conversas de café

Estava com um grupo de amigos precisamente num café quando um deles decide ir comprar um maço de cigarros. Nesta terra perdida no meio do Alentejo já começaram a aparecer maços com as imagens de efeitos causados pelo tabaco, como pessoas amputadas, em camas de hospital, cegas, mas também com as frases de alerta já habituais.

O objetivo da comissão europeia é reduzir o número de fumadores, desencorajar os jovens a fumar e garantir que todos os que o fazem estão cientes dos efeitos negativos que o tabaco tem. A questão que se colocou e coloca é: será que vai reduzir mesmo o número de fumadores como é esperado e verificado noutros países da União Europeia?

Pelo que tenho visto a resposta é não, não resulta. Primeiro, porque colocam imagens ditas chocantes mas o preço de alguns maços diminui, o que leva ao aumento da compra. Segundo, há imensas pessoas que começaram a utilizar porta cigarros e assim só têm contacto com essas imagens no momento em que compram o dito do maço. Há demasiadas alternativas.

Há boas ideias no nosso SNS


Na semana passada precisei de ir às urgências do Hospital com o meu rapaz. E, apesar de já estar familiarizada com o ambiente hospital, o tempo que se espera para uma pessoa ser atendida é quase sempre medonho, irritante e acima de tudo desgastante, grande parte devido à falta de profissionais de saúde, e não falo só de médicos e enfermeiros, porque pelos vistos o Estado e as administrações dos hospitais pensam que estes é que fazem falta, mas isto dava pano para mangas.

Enfim, existe muita coisa má e a precisar de uma grande renovação, mas de vez em quando alguém tem uma ideia boa. Apesar de já estar disponível há algum tempo, como disse só na semana passada é que precisei de o utilizar. Falo da atualização do site do Serviço Nacional de Saúde, mais simples e com uma funcionalidade que dá um jeitaço a quem não quer perder muito tempo em filas de espera. Aliás, é possível ter acesso a estes tempos de espera não só a nível das urgências geral, pediátrica e ginecológica/obstétrica, como também consultas e cirurgias de diferentes especialidades.


Saúde | O perigo dos desodorizantes com alumínio


É, geralmente, a partir da adolescência que começamos a precisar de usar desodorizante, altura em que o sistema endócrino, vulgo sistema hormonal, sofre grandes alterações e que nos leva a emanar o odor (por vezes terrível) corporal.

O suor que produzimos permite que sejam expulsas do nosso organismo toxinas nocivas, e só por si não tem cheiro. No entanto, nos pés, virilhas e axilas (as áreas mais problemáticas) é onde existe maior produção de suor e uma grande quantidade de bactérias que adoram meios pouco ventilados e que decompõem o nosso suor. Embora a maioria das pessoas atribua o mau cheio à falta de higiéne, a verdade é que existem fatores que também influenciam: climáticos, alimentos e medicamentos.

E qual é a forma mais prática de resolver este problema sem ter que tomar 5 banhos por dia?
Desodorizantes.
Geralmente utilizamos estes produtos para evitar transpirar e assim prevenir o mau cheiro. Já perceberam o problema? Não? Então se impedirmos a libertação de suor, consequentemente, estamos a impedir a libertação de toxinas nocivas. E sabemos onde isto pode ir parar.

A grande maioria dos desodorizantes convencionais contém ingredientes tóxicos para o nosso organismo, que são absorvidos pela pele e dificilmente eliminados, e que segundo consta podem causar desequilíbrios a nível do sistema endócrino bem como causar mutações a nível genético.

O Alumínio:
Este componente é um metal que se encontra na maioria dos desodorizantes e tem como função bloquear a produção de suor. Cientificamente, o alumínio não é considerado cancerígeno, no entanto, já existem estudos que o uso contínuo deste metal pode estar relacionado tanto com o cancro da mama, uma vez que ao impedir a excreção das substâncias tóxicas permite o seu alojamento nos tecidos próximos - o tecido mamário em relação às axilas -, como com a doença de Alzheimer.

Os Parabenos:
Talvez encontrem como metil, etil, propil, benzil, butil. Estes químicos são usualmente encontrados em produtos corporais, shampoos, cremes de barbear, hidratantes, e são facilmente absorvidos pela pele. Pesquisas sugerem que possam ser tóxicos para as células humanas e causadores de desequilíbrio do sistema endócrino.
Muitos deles também podem ser encontrados em alimentos.

O que fazer para evitar o mau odor?
* Dedicar mais tempo à higiene das regiões mais problemáticas;
* Secar bem o corpo depois de tomar banho;
* Lavar adequadamente a roupa;
* Preferir a roupa de algodão;
* Diminuir a ingestão de carnes vermelhas, gorduras, bebidas alcoólicas.


Atenção: Muitos desodorizantes vendidos que dizem ser naturais, não o são! Nada melhor do que verificar sempre a sua composição.