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Instagram | Alentejana pelo Mundo

Falei-vos, em tempos, de ideias que andaram a fervilhar na minha cabeça durante aqueles longos meses que tive sem vir aqui ao blog. Na verdade, ainda hoje fervilham algumas, mas todas elas vão parar a um projeto que criei com muito carinho, apesar de ainda ser bem pequenino.

Viajar é uma paixão e, sem dúvida, que a fotografia também. E nisto nasceu o @alentejanapelomundo. Uma página de Instagram onde partilho locais que visito, dentro e fora de Portugal, mas também locais bonitos e bons onde se pode encher a barriga.

Como disse, tenho algumas ideias para a evolução deste espaço mas, acima de tudo, gostava muito que me fossem lá visitar e, quem sabe, seguir e comentar.


Croácia | Ilha de Lokrum

A Ilha de Lokrum é uma reserva natural situada no Mar Adriático, a cerca de 700 metros de Dubrovnik. Na cidade é possível ver a ilha desde o porto da Cidade Velha, as muralhas ou as montanhas.

Croácia | Dubrovnik


Conhecida como a "Pérola do Adriático", Dubrovnik é definitivamente uma das cidades mais bonitas do mundo. Obviamente, quando me refiro a Dubrovnik, refiro-me à cidade velha, histórica e entre muralhas. Apesar de a cidade se estender para fora destas, ao atravessar a Porta Pile pela ponte levadiça de madeira e sob a estátua do santo padroeiro da cidade - São Brás -, fica a sensação de que entramos num mundo totalmente diferente aquele que fica fora das muralhas, é como se fosse um regresso ao passado, um passado longínquo.

Atualmente, Dubrovnik ainda assume a forma que já a caracterizava no passado, altura em que se libertou de Veneza e se tornou uma potência marítima: uma pequena cidade costeira, povoada por vários edifícios de pedra, ruas estreitas e protegida por uma densa linha de muralhas.

Devido à sua valiosa arquitetura, a Unesco classificou, em 1979, o Centro Histórico de Dubrovnik, recheado de edifícios góticos, renascentistas e barrocos, a Património Cultural da Humanidade. No entanto, nos anos 90 aquando da Guerra da Independência da Croácia, a cidade foi cercada pelo exército jugoslavo, sendo alvo de vários ataques e sofrendo graves danos materiais e humanos.

Hoje, afirma-se como um dos principais destinos turísticos europeus, muito graças à famosa série "Game of Thrones", que durante anos converteu a cidade de Dubrovnik em King's Landing, a capital de Westeros. O turismo virado para os amantes da série está tão presente na cidade que é possível visitar imensas lojas oficiais, algumas com réplicas do trono onde é possível tirar fotografias, bem como fazer tours pelos locais onde foram gravadas as cenas.

Depois de caminhar pelas avenidas e ruas estreitas, pelo cimo das muralhas, depois de ter assistido a um dos pores do sol mais bonitos que já vi e mergulhado nas límpidas águas do Adriático, uma coisa é certa, não existe ninguém que depois de visitar Dubrovnik não fique maravilhado com a "Pérola do Adriático".

Alentejo interior | Festas populares

Numa aldeia bem no interior do Baixo Alentejo, a cerca de 30kms de Beja e outros tantos de Évora, onde não existem centros comerciais, cinemas ou trânsito. Apenas três ou quatro pequenos cafés e lojas familiares que são locais de reunião das donas de casa, a maioria já reformada e envelhecida, e dos pastores e agricultores que fizeram e fazem dos campos dourados circundantes toda a sua vida.

O Verão, apesar do calor que muitas vezes chega perto dos 40ºC nesta zona do país, também significa o regresso dos filhos, netos, irmãos e sobrinhos que a certa altura decidiram emigrar e ir em busca de uma vida melhor e um futuro mais promissor. Traz com ele também as noites amenas onde as crianças brincam despreocupadas no único parque infantil da aldeia enquanto os pais se reúnem naquele mesmo espaço, discutindo assuntos do quotidiano. Também é hábito, durante estas noites, estar "ao fresco", novos e velhos, sentados à porta dos vizinhos, a trocar dois dedos de conversa até que seja tarde o suficiente para ir dormir, para que no dia seguinte se possa repetir tudo novamente.

O Verão também significa, tal como um pouco por todo o país, o regresso das festas populares, normalmente associadas a eventos religiosos. E estas, para estas pessoas que sempre viveram no interior alentejano, são talvez a melhor parte de todo o ano. Com a família reunida, juntam-se a outras para dar um pezinho de dança e deixar, por instantes, o trabalho do campo, os animais e o tempo para trás. Este fim de semana as festas populares voltam à minha terra e, entre procissões, bailes populares e cantares alentejanos, a boa gastronomia a que sempre fomos habituados estará sempre presente.

Fotografia

Auschwitz, Polónia | Auschwitz I e Auschwitz-Birkenau

Visitar o mais conhecido Campo de Concentração Nazi era algo que queria fazer desde que o tema da Segunda Guerra Mundial começou a despertar a minha atenção nas aulas de História. Foi, em retrospetiva, a visita que mais emoções despertou em mim e o local mais sombrio e desgastante emocionalmente que visitei. Podemos ver todos os filmes, documentários, fotografias, ler todos os livros sobre os Campos de Concentração, e acredito que existam muitos, que nada nos prepara para aquilo que vamos ver, ouvir e sentir. Já imaginaram se fossemos nós a lutar pela sobrevivência naquele local em plena Guerra? Eu não consigo imaginar. O frio, o calor, o cansaço que sentimos nas nossas confortáveis roupas e calçado após várias horas a caminhar passam a ser comparados com aquilo que sentiríamos se estivéssemos esfomeados, com sapatos de madeira e vestidos com um pijama às riscas, de tecido fino e velho, a enfrentar temperaturas de 30ºC ou de -30ºC.

Eu optei por visitar os Campos com guia e, tive a sorte de estar num grupo que respeitou o local onde nos encontrávamos. Acredito que este fator, aliado à forma como a nossa guia nos apresentou a História, determinou de forma muito positiva a experiência que ali tivemos e fez com que a mesma, pelo menos para mim, fosse bem marcante.

O nó na garganta e o estômago revolto começou a sentir-se quando nos começámos a aproximar do famoso portão com a inscrição "Arbeit macht frei" - "O trabalho liberta", em português -, onde em relação a esta há um facto curioso. É que o B foi colocado propositadamente de pernas para o ar por um prisioneiro, de forma a demonstrar a sua revolta e a infeliz ironia que aquela frase carregava.

A visita completa inclui os dois Campos de Concentração - Auschwitz I e Birkenau - onde o primeiro a certa altura era apenas para uso administrativo e o segundo foi construído apenas com a intenção de exterminar milhões de pessoas. E ali estamos frente-a-frente com um dos capítulos mais negros da História. Os números passam a ter um rosto e um nome, também ficamos a saber que apenas uma percentagem, cerca de 25%, das pessoas que chegavam ao campo era registadas e tatuadas, sendo que muitas das que chegavam eram imediatamente levadas para as câmaras de gás, e que três mil foram os portugueses que ali morreram durante o tempo em que o campo esteve em funcionamento.

É difícil olhar para aquelas paredes cheias de fotografias e para outras tantas que abrigam toneladas de cabelo, roupa, sapatos, óculos, e outros objetos pessoais de imensas famílias, de homens e mulheres, de crianças, de bebés... É difícil olhar para os números e perceber que talvez o número estimado seja bem menor que o real. É difícil perceber como é que estas atrocidades aconteceram e não foi assim há tanto tempo. É impossível ficar indiferente, é impossível não sentir um misto de sentimentos que andam entre a revolta, a tristeza, a indignação. Não consigo lembrar-me de um momento que considerasse leviano, mas de tudo o que ali vi, uma coisa me incomodou mais do que tudo: a única câmara de gás que é possível visitar, as marcas feitas nas paredes de cimento por quem ali morreu, em desespero a lutar pela vida.

Continuo a defender que este local deveria ser visitado por todos, primeiro porque com o passar do tempo, a humanidade tende a esquecer os erros do passado e segundo porque atravessamos um momento onde, pelo mundo inteiro, a extrema direita começa a ganhar uma nova força e isto é preocupante. Auschwitz é o local onde se pode ver tudo o que o ser humano já fez de pior, mas o contrário também é possível. Podemos ali sentir a coragem daqueles que ali foram prisioneiros, daqueles que sobreviveram, dos que deram a vida para salvar outros.


Cracóvia, Polónia | Kazimierz (Bairro Judeu)

Kazimierz, considerado o centro da cultura judaica em Cracóvia, viveu tempos conturbados quando, durante a II Guerra Mundial, viu a grande maioria dos seus habitantes ser levada para o gueto de Podgorze. Com o fim da Guerra, também ficou num estado bastante degradado. A sua recuperação só teve início após as gravações do famoso filme "A Lista de Schindler".

Hoje em dia é uma das zonas mais visitadas de Cracóvia, e conta com sete sinagogas, o Museu Judeu Galícia, criado em memória das vítimas do Holocausto e para celebrar a cultura judaica, galerias de arte e restaurantes, sendo esta zona uma importante referência a nível de vida noturna na cidade.

A partir deste bairro, é possível atravessar o rio e visitar Podgorze, o antigo gueto judeu.

Cracóvia, Polónia | Praça do Mercado

A Praça do Mercado, no coração da cidade de Cracóvia, é a maior praça medieval da Europa e também é considerada uma das mais bonitas do Mundo. É um local de bastante movimento, uma vez que praticamente todas as visitas começam aqui, é palco de vários concertos e mercados e ainda é rodeada de bons bares e restaurantes, que oferecem aos que visitam agradáveis esplanadas ao ar livre.

No centro da praça está o Sukiennice, ou Cloth Hall, o local onde os comerciantes, na Idade Média, realizavam as trocas de mercadorias locais por outras provenientes do Oriente. Atualmente, ainda é um importante edifício onde funciona um mercado, bem como dois museus: o primeiro, no primeiro andar do edifício, abriga uma das coleções mais simbólicas da pintura polaca, e o segundo, subterrâneo, conta a história da cidade ao longo dos tempos.

Ainda nesta praça estão localizados mais três edifícios merecedores da atenção de quem visita: a Basílica de Santa Maria, uma igreja de estilo gótico com duas torres de tamanhos diferentes, e de onde se pode ouvir a melodia do trompete sobre a qual já falei nas curiosidades; a Torre da Câmara Municipal, ou Town Hall Tower, que oferece uma bonita vista panorâmica da cidade; e a Igreja de São Adalberto, uma pequena igreja que pode passar despercebida.


Cracóvia, Polónia | Castelo Real de Wawel

O Castelo Real de Wawel, um dos mais importantes e valiosos símbolos da cidade, situa-se na colina de Wawel e é um dos pontos turísticos mais visitado de Cracóvia.

Foi a primeira residência dos reis polacos, no entanto, ficou ao abandono quando Varsóvia passou a ser a capital do país. Posteriormente, foi ocupado pelos austríacos que edificaram as muralhas e transformaram o Castelo num importante local de defesa da cidade. Em 1921, o edifício começou a ser reconstruido por meio de donativos, cujos nomes estão expostos no muro de acesso ao Castelo. Durante a II Guerra Mundial, o Castelo foi a residência do Governador Geral da Polónia, após a ocupação pela Alemanha Nazi.

Toda a área é extensa pelo que se deve reservar umas horas para explorar não só o Palácio, mas também a Catedral, o Museu onde o Papa João Paulo II celebrou a sua primeira missa, a Torre e a Caverna do Dragão. É um local bastante agradável para passear em dias soalheiros.

Cracóvia, Polónia | Dicas e curiosidades

Cracóvia foi uma novidade para mim. Uma cidade à qual me rendi completamente, extremamente limpa e arranjada e, os seus edifícios são uma mistura interessante da arquitetura medieval, tradicional e moderna.

Hoje partilho algumas curiosidades sobre a cidade:

O símbolo da cidade | O Dragão de Cracóvia é uma das mais antigas e conhecidas lendas do país mas também é o símbolo da cidade. Conta a lenda que após um período de prosperidade, os animais começaram a desaparecer sem motivo algum. Um dia, um jovem descobriu não só a gruta, mas também o dragão que nela habitava. A família real, à qual pertencia o mítico governante Krakus, fez uma proposta aos homens que ali habitavam: quem matasse o dragão, devolvendo assim a tranquilidade à cidade, casaria com a princesa. Após tentativas de vários homens, um sapateiro ofereceu um carneiro envenenado com enxofre, o dragão comeu-o e, devido à sede com que ficou, bebeu água do rio Vístula até explodir. Existem várias versões da mesma lenda, inclusive há quem diga que não foi o desaparecimento dos animais que levou à morte do dragão, mas sim o facto de este se alimentar das mulheres virgens.

O fogo | A gruta do dragão é um local turístico e à porta desta está uma estátua do dragão que cospe fogo pela boca.

Andar a pé | Não tive a oportunidade de explorar qualquer transporte em Cracóvia pelo facto de a cidade permitir, e pedir, os passeios a pé, uma vez que é plana e bastante limpa.

Złoty | Na Polónia não se utiliza o Euro, mas sim o Złoty. Apesar das oscilações dos valores de câmbio, 1€ equivale a cerca de 4,30PLN. Todas as compras serão mais justas se pagarem na moeda local e não em euros, pois a taxa de câmbio pode sair cara se pagarem com euros nos locais onde é aceite.

Trompete | Uma das tradições da cidade é um trompetista tocar, do alto da igreja, quatro vezes uma melodia que termina de forma abrupta. Diz a lenda que é uma homenagem ao trompetista que morreu por causa de uma flecha numa das invasões dos mongóis, sendo que a última nota a ser tocada antes de terminar a melodia significa o momento da morte deste.


Sociedade | Aprender com o passado


Há imenso tempo que queria visitar este local em particular e, dentro de poucas semanas, lá estarei. Falo do Campo de Concentração de Auschwitz. Apesar de não ser um local para se visitar de animo leve, acredito que toda a gente devia fazer um esforço para o fazer, para se colocar frente a frente com um dos pontos mais negros da História da Europa, do Mundo, da nossa História, e com as proporções gigantescas que a maldade humana pode atingir.

Por muitos filmes e documentários que vejamos, por muitos livros que leremos é completamente diferente de andarmos pelos locais que foram palco dessa mesma História, de vermos com os nossos  próprios olhos a dimensão dos acontecimentos, de associarmos cada pessoa que por ali passou a um rosto, um nome, uma família, e não a números.

Percebo que não irei compreender tudo o que os milhares de pessoas que por ali passaram sofreram, nem sequer conseguirei imaginar a dor que sentiram, mas sei que serão murros no estômago que me farão lembrar, seja em que situação for, que há História que não se pode repetir. E, para isso, há que encarar o passado e aprender com ele, aprender com estes erros que tiveram consequências devastadoras.

Com o passar dos anos vem o esquecimento e a História repete-se. E é por isto que defendo que todos deveríamos ter a oportunidade de aprender com o passado para que nunca nos esqueçamos, em momento algum, que existe um lugar onde se pode ver tudo o que os humanos já fizeram de pior, um lugar chamado Auschwitz.

Vaticano | Museu do Vaticano

O Musei Vaticani é composto por vários museus, de entre os quais o Museu Pio-Clementino, os Gregorianos, Chiaramonti, entre outros. Na verdade, são 54 galerias, o que faz deste um dos maiores museus do mundo, com valiosas coleções e antiguidades que foram colecionadas ao longo dos séculos pelos pontífices que por ali passaram.

Na entrada é possível escolher um de dois percursos, um mais longo e completo, e outro mais curto voltado para quem está interessado em ver pouco mais do que a Capela Sistina. Ambos os percursos terminam na famosa Capela Sistina, erguida durante o pontificado de Sisto IV e que conta com frescos de Michelangelo no tecto e na parede do altar, que retratam o dia do juízo final, a pedido do papa Julio II. É nesta Capela que até hoje é realizado o Conclave, onde os cardeais ficam trancados até que seja eleito num novo chefe da Igreja Católica.

A visita termina com as famosas escadas em espiral de Guiseppe Momo, que leva à saída do edifício do Museu.

Até para quem não é religioso, a visita vale a pena.

Roma, Itália | Coliseu, Palatino e Fórum Romano

O Coliseu é a principal atração turística de Roma e também o maior anfiteatro do mundo! O bilhete de entrada no Coliseu dá direito à entrada no Palatino e Forúm Romano. Ambos ficam perto do Coliseu, cuja visita demora cerca de uma hora, no entanto, para o Palatino e Forúm Romano são necessárias pelo menos três horas para que desfrutem de tudo.


Coliseu
O Anfiteatro Flavio, mais conhecido por Coliseu, foi erguido há cerca de 2 mil anos durante a Dinastia Flaviana, com início no governo do Imperador Vespasiano e terminou com o seu filho, Tito. 
Aqui decorriam grandes combates de gladiadores, bem como outros espetáculos, como simulações de batalhas marítimas, de caça de animais selvagens e encenações de famosas batalhas da mitologia clássica. Estima-se que tinha lugar para 50 a 80 mil espetadores.
Atualmente, parte do edifício está em ruínas, no entanto, decorrem constantes obras de modo a reconstruir o que foi destruído ou roubado.
Para esta visita, nos alugámos um audioguide - existem em várias línguas, incluído português do Brasil -, que ao longo da visita nos deu algumas curiosidades interessantes.


Palatino
Apesar de termos começado a visita pelo Coliseu, algumas pessoas optam por comprar os bilhetes na entrada para o Palatino e Fórum Romano, pelo facto de não existir filas tão grandes, e também por começar a visita por aqui.

Roma é formada por sete colinas e, segundo a lenda, foi na Colina do Palatino que a cidade foi fundada, pois foi neste local que os irmãos Rómulo e Remo foram amamentados pela loba. Até se diz que a gruta da loba se situa alguns metros abaixo destes edifícios.
Pela sua história e localização, vários palácios foram construídos ao longo do tempo pelos vários imperadores, e foi aqui que muitos deles viveram.


Fórum Romano
O Fórum Romano está situado num pequeno vale entre o Monte Palatino e o Monte Capitolino.
Este foi, em tempos, um espaço público no centro da cidade, que abrigava o centro político, administrativo e comercial de Roma. Ali encontravam-se o senado, o parlamento, comércios, templos sagrados e locais de entretenimento.
Com o fim do Império, e ascensão da cristianização que foi responsável pela destruição de muitos templos antigos, a zona do Fórum foi usada como pedreira, onde retiravam materiais de construções antigas para erguerem novos edifícios, destruindo-o. Por isso, o que vemos hoje é uma fração mínima do que um dia foi o centro do Império Romano.
Fotografias da minha autoria, não utilizar sem aviso prévio!

Roma, Itália | Praças

Roma é, por si só, um museu a céu aberto, recheada de edifícios que foram construídos há mais de 2 mil anos, e que ainda hoje se mantêm maioritariamente de pé e que atraem milhares de visitantes por ano. E, sendo a cidade no Mundo com mais monumentos, não é fácil traçar um roteiro ao planear a viagem, de modo a ver e fazer tudo o que gostaríamos, especialmente se o tempo for pouco. Os principais pontos turísticos foram visitados, e é sobre alguns deles que vos falo hoje.


Fontana di Trevi

A Fontana di Trevi é uma das fontes mais famosas do Mundo e, como tal, sempre cheia de turistas, pelo que as melhores horas para a visitar talvez seja logo de manhã, ou ao final da tarde.
Para os mais supersticiosos, reza a lenda que se atirarem uma moeda de costas para a fonte, com a mão direita e por cima do ombro esquerdo, o regresso a Roma está garantido. Se atirarem duas, apaixonar-se-ão por um italiano ou italiana, e no caso de atirarem três moedas garantem o casamento com o vosso namorado ou namorada. O dinheiro resultante - mais de 1 milhão de euros por ano - é entregue à Caritas, que posteriormente é utilizado para ajudar famílias carenciadas.



Piazza Navona

Construída no ano de 85 d.C, inicialmente era um local com capacidade para mais de 20 mil pessoas e servia para apresentar espetáculos e outros entretenimentos ao povo. Só a partir do século XV, e após várias remodelações, foi considerada uma praça. No centro, a bonita Fontana dei Quattro Fiumi e um obelisco egípcio, fazem-se acompanhar por outras duas: a Fontana di Nettuno a norte, e no sul da praça a Fontana del Moro. Nesta praça ainda se situa a Igreja de Sant'Agnese in Agone e a Embaixada do Brasil.
Talvez tenha sido a praça que mais gostei de visitar. Dá vontade de sentar em redor da Fonte dos Quatro Rios e ficar a observar os pintores, os músicos, os turistas que vão tirando fotos e os que se sentam nas esplanadas a saborear o que a cidade tem de bom.




Piazza della Rotonda  e Panteão

A Piazza della Rotonda é uma das paragens obrigatórias, não pela praça em si, mas pelo monumento que nela se situa - o Panteão. Originalmente, foi construído para servir de templo dedicado aos deuses, mas depois tornou-se uma igreja cristã de nome Santa Maria Rotonda - o qual deu o nome à praça.
O Panteão é dos edifícios mais antigos e mais bem conservados de Roma. Nele estão mais de 2 mil anos de história, e serve de local de sepultura de imperadores romanos. Vale a pena entrar na longa fila - apesar de ter entradas livres -, e admirar o templo circular decorado com figuras bíblicas, bem como observar o famoso teto com cúpula aberta.



Escadaria e Piazza di Spagna

Mais conhecidas do que a própria praça, são as escadas construídas no século XVIII de forma a ligar a praça com a Igreja de Trinità dei Monti. A escadaria da Praça de Espanha é sobretudo popular pelos grandes desfiles de moda, e por ser um local de descanso merecido dos turistas, que aí se sentam a observar a vida na cidade.
A Piazza di Spagna situa-se numa das zonas mais procuradas para quem gosta de compras - a Via dei Condotti - e também serve de passagem para quem se dirige à Piazza del Popolo.



Piazza Venezia

A Piazza Venezia é uma das mais importantes da cidade. Aqui está o monumento Vittorio Emanuele II, erguido em homenagem ao primeiro rei da Itália unificada, considerado o pai da pátria. Provavelmente, quem termina a visita ao Coliseu pelo Fórum Romano passa por este monumento. A subida custa cerca de 6 euros e diz-se que se tem uma das melhores vistas sobre a cidade. Infelizmente, não tive a oportunidade de o fazer.
Nesta praça, também se situa o Palácio de Veneza, que serviu como palácio papal entre 1564 e 1797, e também é conhecido por ser o local onde, de uma das varandas, Mussolini fazia os seus discursos. Hoje, funciona como museu.


Fotografias da minha autoria, não utilizar sem aviso prévio!

Roma, Itália | Dicas e curiosidades


1. Segundo a lenda, os irmãos gémeos Rómulo e Remo foram abandonados ainda bebés na zona onde hoje é a cidade, e foram adotados por uma loba, que os amamentou. Anos depois, já crescidos, terão lutado entre si pelo poder sobre o território, e Rómulo acabou por matar o seu irmão, e assim fundar a cidade de Roma, em 753 a.C. O símbolo da cidade é a loba a alimentar os irmãos.

2. Ainda há quem se refira a Roma como a "Cidade Eterna", uma vez que é a mais antiga cidade continuamente habitada do mundo. Para além disso, os romanos acreditavam que independentemente do que acontecesse no mundo e com os outros impérios, Roma iria durar para sempre.


3. Os italianos são considerados dos povos mais comunicativos do Mundo, e não é mentira. Seja na rua, no metro, ou numa fila de supermercado, seja com pessoas conhecidas, outros italianos ou até mesmo turistas, eles adoram conversar em voz alta. Por isso, não se admirem se durante uma viagem de transporte público se meterem convosco numa tagarelice sem fim.

4. Espalhados por toda a cidade estão os tradicionais bebedouros de ferro e não há problema em beber água destas torneiras de rua, uma vez que é potável e fresca. Se a cede apertar, basta procurar  por uma destas pequenas fontes.


5. Não há como fugir da comida de rua. Os italianos adoram fazer refeições de rua e um dos lanches favoritos é mesmo a pizza, embora a forma como a comem possa variar de cidade para cidade. Para além da pizza, também adoram massas, não fossem eles os grandes inventores de muitas delas, como a lasanha e os canelones. Em cada rua, porta sim, porta não, existem pizzarias e spagueterias, e fica difícil para os turistas que não conhecem minimamente a cidade fugir deste tipo de refeições.

6. O pequeno-almoço tipicamente romano é um café ristretto ou um cappuccino e um cornetto (versão italiana do croissant), no entanto nunca peçam um cappuccino depois 10h, ou após uma refeição. Segundo os populares, o leite vai fazer mal à digestão e os empregados de mesa até podem recusar-se a servir.


7. Normalmente diz-se que em cada esquina é possível encontrar uma igreja católica. Exageros à parte, em Roma existem mais de 900 igrejas.

Dear Me | Há muito tempo que não me sentia assim

Este fim de semana foi tudo o que precisava já há algum tempo. Precisava de desligar da rotina, do casa-trabalho-trabalho-casa. Desligar do telemóvel, dos e-mails e dos problemas profissionais que inevitavelmente aparecem e me fazem andar a mil. Precisava desesperadamente de me sentir em casa novamente, de estar com as minhas pessoas, de deixar para trás a ansiedade que nas últimas semanas senti.

Foi tão bom voltar a passear calmamente na cidade que, embora não seja a "minha" cidade é onde me sinto em casa, sentar numa esplanada e desfrutar do calor bom do Algarve. Voltar a ver os amigos que a Universidade me deu, aqueles que estiveram sempre lá prontos para serem a minha família, quando eu estava sozinha. Foi bom combinar jantar num dos nossos espaços de eleição com vista para a Ria Formosa, recordar o passado, discutir o presente, planear o futuro e as ditas viagens que parece que nunca acontecem. Sorrimos, rimos às gargalhadas, esquecemo-nos das horas pela noite fora, relembramos o nosso ano de caloiras ao ver passar os novos alunos da Universidade. Senti inveja, admito. Foi tão bom acordar cedo no dia seguinte e tomar um bom pequeno-almoço nas docas, para depois poder desfrutar das poucas horas que faltavam para voltar.

Foram dois dias que souberam a muito pouco, mas onde usei cada minuto para cuidar da minha sanidade mental, para passear, para matar saudades. E estes momentos são tão importantes. Por vezes, esquecemo-nos disso. Esquecemos que são momentos assim, fora da rotina, que fazem a vida ser incrivelmente bonita.

Foto da minha autoria, não utilizar sem autorização prévia - Ria Formosa

Viagens | 11 razões para visitar Évora

Nasci e cresci a algumas (poucas) dezenas de quilómetros de Évora, que visitava e visito com alguma frequência. Adoro de verdade esta Cidade-Museu, sinto-me calma, serena, quando passeio pelas ruas estreitas da zona velha da cidade, ainda com as típicas casas alentejanas - baixas e pintadas de branco. É tão bonita, acreditem.
Se ainda nunca tiveram a oportunidade de conhecer a antiga Ebora, dou-vos 11 razões para o fazerem:

Património mundial da UNESCO | Foi considerada Património Mundial pela UNESCO em 1986, pelo facto de a Cidade-Museu, como também é apelidada, ser o melhor exemplar de uma cidade da época áurea de Portugal, após a destruição da capital no terramoto de 1755. Habitada em tempos por celtas e romanos, que deixaram as suas marcas, a época dourada da cidade teve início quando esta  começou a ser habitada pela Coroa Portuguesa.

Circuito Megalítico | Devido à sua localização e características naturais, foi uma importante região para a fixação do homem desde a pré-história e, por isso, também é considerada a Capital do Megalitismo Ibérico. Podem-se visitar alguns vestígios perto da cidade, como a Anta Grande do Zambujeiro, o Menir dos Almendres e o Cromeleque dos Almendres, terminando no centro interpretativo Megalithica Ebora, situado no Convento dos Remédios, onde se pode conhecer os dois períodos da história que contribuíram para a formação da cidade: o megalítico e o romano.

Viagens | Dicas para fazer a mala

Conhecer o destino | Pesquisa sobre o clima que poderás encontrar no teu destino, mas também sobre a cultura, tradições e regras de vestuário, e assim evita levar roupas que muito provavelmente não vais usar. O ideal seria levares um conjunto para cada dia, isto se for uma viagem de curta duração, no entanto, se planeias fazer algumas compras no teu destino, leva menos do que isso.

Faz uma lista | Antes de começares a fazer a mala deves fazer uma lista com tudo o que precisas de levar, desde roupa, sapatos, produtos de higiene, medicamentos, e outros como o carregador do telemóvel, máquina fotográfica ou o guia turístico.

Organiza a roupa | Normalmente uso duas formas de arrumar a roupa na mala. A técnica dos rolinhos consiste em dobrar a peça e enrolar individualmente, depois é só encaixar uns nos outros. Sinceramente é a minha preferida, porque ao contrário do que parece, a roupa não fica muito amarrotada (o que também depende do tecido). Outra forma é colocar na mala a roupa dobrada e por camadas, sendo que no fundo devem ficar as mais pesadas e, em cima destas, as mais leves para que não sejam amarrotadas pelas mais pesadas.Os espaços vazios podem sempre ser ocupados com os saquinhos com bijutaria, por exemplo.

Os sapatos primeiro | Escolhe sapatos versáteis e que sirvam para várias ocasiões, no entanto, se fores fazer longas caminhadas, o conforto deve vir em primeiro lugar. Para ganhares algum espaço na mala, podes colocar as meias dobradas dentro dos sapatos e arrumá-los direitinhos em tocas para o cabelo ou sacos de plástico.

Opta por peças de roupa básicas | A não ser que sejas uma pessoa mais arrojada e que não tenha medo de misturar padrões, leva maioritariamente peças básicas. Facilitam-te as combinações e ainda te poupam tempo na hora de saltar da cama e ir passear.

Produtos de higiene, maquilhagem e medicamentos | Ajusta as quantidades que levas destes produtos aos dias que vais estar em viagem. Se a viagem for de curta duração, opta por levar quantidades reduzidas de produtos de higiene, utilizando os recipientes próprios para viagem, o mesmo para os medicamentos, onde podes levar caixinhas próprias com o número de comprimidos necessários, sem que leves a caixa inteira. Em viagens de longa duração, vê se não compensará comprares no destino.

Bagagem de mão | Os documentos, objetos eletrónicos e de valor devem sempre ir connosco. Os produtos de higiene também devem ir na bagagem de mão, e em caso de viagem de avião, devem colocá-los em recipientes pequenos (até 100 mL). Boa ideia será levarem um conjunto de roupa extra, caso chegues ao destino sem mala.

Snacks | Deverás levar sempre alguns snacks contigo, uns pacotinhos de bolachas ou fruta desidratada, por exemplo, especialmente de fores fazer uma viagem longa, assim evitas gastar um pequeno balúrdio em comida no aeroporto e no avião, ou se fores de carro, nas áreas de serviço.

Deixa sempre algum espaço na mala | Se saíres de casa já com a mala a rebentar pelas costuras, arriscas-te a teres de comprar outra mala ou a pagar o excesso de bagagem na viagem de regresso. Convém fazeres conta com aquelas lembranças que irás comprar durante a viagem.