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À Mesa | Frankie Hot Dogs Saldanha

Localizado no Saldanha, em Lisboa, o Frankie Hot Dogs foi o ponto de encontro com uma das melhores pessoas que a Universidade me deu. Bastante requisitado, fomos tentar a nossa sorte para um jantar que iria iniciar o fim-de-semana de regresso à escola - como lhe chamamos, apesar de ter sido só mesmo um fim-de-semana. Apesar da longa fila à entrada, chegámos relativamente rápido ao balcão para fazermos os nossos pedidos.

Uma sala ampla e aconchegante - e tal como já vem a ser hábito, instagramavel -,  com conceito atual, funcional e com funcionários jovens, profissionais e disponíveis, também tem os seus contras, neste caso, a diversidade de mobiliário implica que nem todos os clientes tenham direito aos aparentemente confortáveis sofás, mas sim a bancos altos, o que não é muito confortável ao fim de algum tempo.

Fiel a uma das gastronomias que mais aprecio, a italiana, a minha escolha foi mesmo o Italian Hot Dog, um hot dog rico em queijo acompanhado de batatas fritas com queijo e pedacinhos de bacon. Digo-vos que foi uma das melhores batatas que comi e as doses são muito generosas. Então, creio que é um bom local para uma refeição sobretudo rápida, saborosa e barata.


À mesa | Quinta do Quetzal

Depois de uns dias a desfrutar do meu Algarve, o fim de semana pedia um bom jantar a dois. E a Quinta do Quetzal, em pleno Baixo Alentejo, perto da vila da Vidigueira, andava nos meus desejos há algum tempo. A reserva foi feita através do site The Fork, com alguns dias de antecedência, e assim não tivemos qualquer tempo de espera entre a nossa chegada e até nos sentarmos à mesa.

A Quinta, rodeada pelas vinhas cuja uva posteriormente dá origem ao vinho que lá é comercializado - Quetzal e Guadalupe -, é composta por dois edifícios contemporâneos, um deles é a adega, que se pode visitar e também fazer provas de vinhos, mediante reserva. No segundo edifício está instalado o restaurante, uma loja e um centro de arte.
Foto tirada do site Quinta do Quetzal

Apesar de não termos ido a oportunidade de visitar a adega, e por isso não posso falar dela, a experiência que tivemos no restaurante foi muito boa. O ambiente íntimo e ao mesmo tempo informal é dado pela luz diminuída dos candeeiros, a pintura em azulejos que cobria toda uma parede lateral, a música ambiente que saía de pequenas colunas no teto, e a parede toda em vidro, que para além de dar acesso à varanda, também permite ter uma vista magnifica sobre as vinhas, a vila da Vidigueira e a imensidão do Alentejo.

Foto tirada do site Evasões

Os pratos servidos são inspirados na gastronomia alentejana, confeccionados pelo Chef Pedro Mendes com  produtos da região, e acompanhados de ótimos vinhos. Após ser servido o pão da região, o azeite e as azeitonas, escolhemos o vinho branco Guadalupe, que iria acompanhar os pratos seguintes. Para entrada escolhemos Peixinhos da Horta com mostarda de pimento e Brás de Farinheira.


Para prato principal, apesar de irmos com ótimas recomendações do Xerém de tomate e coentros com cação frito, optámos pelos Lombinhos de Porco com migas de beldroegas e puré de alho, servida ainda, à parte, batata frita caseira. Tudo o que posso dizer é que estava divinal. Uma das razões porque como tão pouca vez carne de porco é o excesso de sabor a porco mas também pela textura com que a carne fica depois de ser cozinhada. Neste caso, não senti nada disso. A carne muito tenra e com sabor suave, as migas eram algo do outro mundo, apesar de até então só ter experimentado migas de pão. Os pequenos pedaços de laranja tinham um efeito de corte no doce das migas, o que me agradou bastante. Basicamente, comemos e chorámos por mais.

Por fim, e como não podia deixar de ser, as sobremesas. Desta vez escolhemos duas diferentes para podermos provar mas que uma. Ele escolheu Sericaia com ameixa d'Elvas, crumble de amêndoa e gelado de limão, que para não variar estava tudo ótimo apesar de não ser fã de Sericaia, especialmente o crumble. A minha escolha recaiu sobre O Chocolate que, desde já desculpem-me a imperfeição técnica com que vou escrever, consistia em uma espécie de pudim de chocolate mas com sabor a mousse, acompanhado por "farelos" de chocolate preto, gelado de baunilha e morangos. Se realmente isto não estava próximo da perfeição, então não sei o que estará.


Recomendo completamente que desfrutem da Quinta do Quetzal, quer seja para uma refeição de família, em negócios ou a dois, para uma tarde de petiscos com os amigos ou entre visitas às vinhas e provas de vinhos. Tudo vale e valerá a pena. Da minha parte, muita coisa ficou por fazer e provar, mas conto em regressar.

Desde já peço-vos desculpa, uma vez que gostaria de vos apresentar aqui apenas as fotos da minha autoria, no entanto, estávamos a gostar tanto da noite que raramente nos lembrámos de retratar. Dizem que estes são os melhores momentos, aqueles que ficam na memória. Por isso, as fotos são um mix das que eu tirei e de outras que utilizei do site da Quinta do Quetzal, as quais estarão devidamente identificadas.

Lisboa | Livraria Ler Devagar e o Bolo da Marta


No LX Factory, que tive o prazer de conhecer com a Telma e o Pedro, existe um pequeno paraíso para os amantes de livros - a livraria Ler Devagar -, e digo paraíso não só pelos milhares de livros ali existentes, que cobrem a maior parte das paredes do chão ao teto, mas pelo espírito da livraria, que transporta quem a visita para mundos imaginários.

O espaço foi em tempos uma fábrica dedicada à impressão, onde ainda se podem ver algumas das estruturas e antigas máquinas que eram utilizadas para o efeito. Tem dois pisos, unidos por uma grande escadaria e é decorado também com esculturas, como o caso da famosa bicicleta voadora.

No segundo piso é o ponto de venda do famoso Bolo da Marta. São únicos, maravilhosos e deixaram-me a suspirar por mais, literalmente! Todos eles têm uma base de suspiro, e o que muda de bolo para bolo é mesmo o que levam por cima: Nutella, morangos, manga, framboesas, Oreo, Ferrero Rocher, gelados do Santini, que devem ser só assim a oitava maravilha do Mundo. Eu, gulosa, escolhi o de Nutella, que tinha também escondidos uns bocadinhos de chocolate preto, e morangos. Infelizmente, ou felizmente, não há nenhum local no Alentejo que venda os bolos da Marta.

Apenas a primeira fotografia é da minha autoria. A última foi retirada da página O Bolo da Marta

Lisboa | Capital com o Blogue Ela e Ele


Semanas antes, quando soube que teria de fazer a formação de duas semanas em Lisboa, convidei a Telma e o Pedro do Blogue Ela e Ele para me apresentarem Lisboa à maneira deles.

No passado dia 1 de maio fomos então ao LX Factory, que nunca tinha visitado e acabámos por almoçar no Central da Avenida. Um tipo de bar que eu normalmente adoro, de tapas e vinhos, no entanto, nem comemos tapas nem bebemos vinho. Para entradas optamos por algo que não tinha um nome de todo convidativo, Ovos do Diabo, nada mais nada menos do que ovos cozidos envolvidos numa espécie de capa vermelha e no interior um recheio picante feito com a gema, e acompanhados com tostas. Apesar de não ser muito tolerante ao picante, destes eu até gostei! Quando ao prato principal optámos por algo diferente, aliás, foi mesmo por ter opções diferentes do habitual que ali almoçámos, - empadas. Não é normal encontrarmos empadas como prato principal, e eram servidas com salada.
Infelizmente, quanto às bebidas não tinham grande escolha a não ser vinhos, águas e sumos naturais.


A paragem seguinte foi num local que realmente adorei! Visitámos a livraria Ler Devagar onde no primeiro piso nos deliciámos com o Bolo da Marta. Isto sinceramente devia fazer parte dos pecados mortais! Eu escolhi uma fatia do bolo de Nutella e morangos. Quanto a este local, não me adianto mais porque acho que merece um post só para si.


Passámos a tarde a visitar alguns miradouros, o qual destaco o da Graça. Não há como não gostar! A vista sobre a cidade, o rio... é maravilhosa. Terminámos o nosso passeio no Hard Rock Café.
Obrigada Blogue Ela e Ele por terem aceitado o convite.


As últimas duas fotos são da autoria da Telma do Blogue Ela e Ele